A documentação entregue pela empresa de transporte por aplicativo, 99, à Prefeitura de Mogi das Cruzes, para o cadastramento da empresa visando a legalizada na cidade, não foi aprovada, segundo informou a Associação de Motoristas de Aplicativo da Região do Alto Tietê (Amarat).
A empresa foi uma das primeiras a ter uma reunião oficial com a Secretaria de Transportes do município, mas não enviou a documentação antes de sua principal concorrente, a Uber, que realizou a ação na primeira quinzena de maio. O cadastramento da 99 era inevitável, uma vez que, como única a prestar o serviço de transporte por aplicativo em Mogi de forma irregular, a multa começou a ser direcionada para os motoristas, e não mais para a empresa. Essa decisão fez com que muitos motoristas parassem de utilizar a 99.
A empresa não informou à reportagem qual ponto que foi reprovado pela administração municipal de Mogi, mas afirmou que está ciente da situação de cadastramento do aplicativo em Mogi das Cruzes e que permanece aberta para o diálogo com o poder público para o estabelecimento de regulamentações que contemplem tanto a geração de renda dos motoristas quanto a escolha dos usuários para se locomover.
A reportagem procurou a prefeitura para o esclarecimento da reprovação da documentação, bem como para entender quais pontos os papéis entregues pela 99 divergem dos entregues pela Uber, mas não obteve resposta.
*Texto sob supervisão do editor.