A greve geral que aconteceu ontem no Brasil também mobilizou sindicatos e estudantes em Mogi das Cruzes. As manifestações tiveram início no Largo do Rosário, por volta das 9h30, e seguiram pelas principais vias da cidade finalizando em frente à sede da Previdência Social, no Shangai, com um abraço coletivo em volta do prédio. Cerca de 200 pessoas participaram da manifestação, com faixas e palavras de protesto pedindo para que a reforma da Previdência não seja aprovada, além de melhorias para a Educação. O trânsito na região central chegou a apresentar lentidão, já que as vias foram bloqueadas pelos manifestantes.
A baixa adesão à greve não tirou o entusiasmo dos sindicalistas de diversas classes, como Papeleiros, Servidos Públicos Municipais, Bancários, Metalúrgicos, Rodoviários e Professores. "Todos os sindicatos que atuam na região estão presentes. Resolvemos nos encontrar aqui, pois os professores não têm como se mobilizarem nas escolas e algumas empresas da região decidiram acompanhar a greve em São Paulo. Infelizmente nossa greve ficou prejudicada, mas vamos continuar nossa luta", disse o secretário geral do Sindicato dos Papeleiros e coordenador da Central única dos Trabalhadores (CUT) de Mogi, Miguel Aparecido do Espírito Santo.
As pautas levantadas ontem no protesto são algumas das mais discutidas atualmente no Congresso Nacional, como a reforma da Previdência. Na ocasião, os manifestantes entregaram panfletos à população informando quais as consequências caso o projeto seja aprovado, uma delas refere-se à ampliação da idade mínima e do tempo de contribuição.
Era visível boa parte da população insatisfeita com a greve, já que não compactua com a mesma ideia. "Algumas pessoas pensam que estamos aqui atrapalhando o dia delas. Na verdade, todos tinham de ter consciência de que é algo em conjunto", afirmou o vereador Rodrigo Valverde (PT).