A greve geral convocada para hoje está mantida, de acordo com líderes de centrais sindicais, mesmo após a Justiça ter concedido liminar que obriga o funcionamento do Metrô e da CPTM e a circulação de ônibus em São Paulo. O presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Antonio Neto, afirmou que a expectativa para a greve é que os trabalhadores da categoria de transportes mantenham a adesão. "A liminar é esdrúxula, vai contra a Constituição. Os trabalhadores decidiram por ela. Eles vão enfrentar a greve apesar disso", disse. Para Neto, a liminar não deve afetar a convocação já que a ideia é que as categorias e a população parem. "Não estamos preocupados com a manifestação. Queremos as ruas vazias, o povo em casa."
O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves Juruna, ressaltou que a convocação não é só para o setor de ônibus, metrô e trem. Segundo ele, engloba todas as categorias. "Não estão fazendo greve para prejudicar a população Não há motivo para gastar combustível e eletricidade se o povo não vai trabalhar. Com todo respeito aos juízes, foi precipitada a decisão."
O presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, afirmou que a decisão de manter 100% do quadro de funcionários do Metrô e CPTM trabalhando no dia da greve é "incoerente com a legislação brasileira". "Como podem exigir numa greve que se trabalhe 100% dos funcionários? Eu nunca vi isso, vamos tentar sensibilizar", disse.
O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, reforça que o setor de transporte estará de greve. Porém, ele afirma que, caso haja multa para a categoria, por causa da liminar concedida, o prejuízo financeiro será diluído entre todas as centrais sindicais, "em solidariedade". João Juruna, da Força Sindical, também informou que o custo será diluído. "Se chegar multa para eles, as centrais vão discutir os valores e o que será feito".