Avaliado pela administração municipal como modelo consolidado e símbolo da cidade, o Centro de Segurança Integrada (CSI) de Guararema completou três anos de funcionamento anteontem com promessas de ampliações. A ferramenta já passou por dois planos de expansão, desde junho de 2016, quando foi inaugurada.
Desta vez, os bairros da região norte de Guararema serão contemplados com as câmeras de monitoramento, aumentando em 40% o número de equipamentos no município. A estrutura já começou a ser montada, com postes e fiação e, para agosto, os primeiros testes começam a ser feitos na região. A informação foi passada pelo prefeito Adriano Leite (PL) em entrevista exclusiva ao Dat, na sede do CSI, no centro da cidade.
A população guararemense conta atualmente com 140 câmeras dispostas, visando prestar apoio às forças de segurança na prevenção e no combate à violência e criminalidade. Para o chefe do Executivo, o reforço que o sistema proporciona foi um divisor de águas na segurança pública. "Todo serviço novo, quando instalado na prática, vai se aperfeiçoando e hoje nos encontramos em uma fase madura e de expansão", destacou Leite sobre o CSI.
O espaço foi concebido após estudos realizados para coibir a criminalidade em Guararema, devido à facilidade de acesso por diversas rodovias estaduais e pela rodovia federal Presidente Dutra (BR-116), além da proximidade com municípios com índices criminais mais elevados.
É justamente a proximidade de Guararema com a BR-116 a justificativa para a instalação das câmeras na área norte. "Assim que os veículos saírem da Dutra e entrarem na cidade serão monitorados pelo sistema para aumentar ainda mais a barreira eletrônica de monitoramento", destacou o prefeito.
Além da questão de segurança, o liberal disse que, ao longo desses três anos de funcionamento, o CSI foi se modificando e hoje atua como uma ferramenta multifacetada, já que praticamente todos os novos prédios públicos que são lançados em Guararema contam com o monitoramento externo das câmeras.
Auxilio do CSI
Dois casos foram esclarecidos com o auxílio das câmeras de monitoramento. O que teve maior participação do sistema foi o que envolveu a morte da jovem Rayane Alves. O sumiço da adolescente começou a ser compreendido quando, consultando a câmera instalada na rodoviária, a polícia identificou que Rayane entrou no carro do suspeito antes de ser morta. Com os dados do veículo e as informações do homem, a polícia localizou o rapaz que, posteriormente, confessaria o crime.
A quadrilha que tentou invadir agências bancárias na cidade, em abril, também foi monitorada pelo sistema assim que estiveram no raio de atuação da ferramenta e, segundo o prefeito, foi determinante para que a PM ficasse à espera dos criminosos.
*Texto supervisionado pelo editor.