A Polícia Civil encerrou ontem as investigações sobre o massacre ocorrido na Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano, que deixou 10 mortos, entre eles os atiradores, no dia 13 de março. Durante coletiva de imprensa, o titular da Delegacia Central de Suzano, Alexandre Dias anunciou que os quatro homens presos suspeitos de vender a arma e as munições aos atiradores foram indiciados por dez homicídios e 11 tentativas. 
De acordo com Dias, durante os mais de 80 dias de apuração policial, os agentes descobriram que o atentado à escola estava sendo planejado pelos crimnosos há mais de quatro anos. "O crime foi organizado em 2015 pelo menor de idade, autor direto (Guilherme Taucci) com o outro menor (apreendido dias depois do massacre), que foi o autor intelectual. Isso ocorreu em 2015, 2016, até que o autor intelectual teve um pequeno desligamento de contato com o autor direto dos fatos. E surgiu um terceiro indivíduo (Luiz Henrique de Castro) que participou do massacre", explicou o delegado. A arma utilizada no crime foi obtida com o Cristiano Cardias de Souza, o mecânico que intermediou a negociação com Adeilton Pereira dos Santos. Este último vendeu a arma, um revólver calibre 38, por R$ 2,5 mil. Geraldo dos Santos e Márcio Germano Masson, também foram denunciados por venderem munições aos atiradores. Os quatros foram indiciados por dez homicídios e onze tentativas.