O atentado que ocorreu na Escola Municipal Professor Raul Brasil, em Suzano, quando dez pessoas morreram, inclusive os dois ex-alunos que cometeram ação, não foi traumático apenas para a família dos jovens mortos. O número de vítimas não fatais, que precisaram de atendimento médico por alguma lesão física causada no fatídico dia, chegou a 11. Além deles, muitas pessoas precisaram de atendimento psicológico para minimizar a dor.
Para ajudar neste questão, ainda no dia da tragédia, a Secretaria da Saúde do Estado enviou profissionais de Psicologia e Psiquiatria a Suzano para apoio imediato às vítimas da tragédia. As equipes permaneceram à disposição do município para todo suporte e a pasta seguiu articulando estratégias, com a Secretaria de Estado de Educação e a prefeitura de Suzano, para atendimento prioritário às pessoas diretamente afetadas pela ocorrência na escola. Porém, ainda no mês passado, 1,4 mil alunos ainda esperavam por atendimento psicológico.
Outro problema que surgiu após o ocorrido foram o surgimento das ameaças falsas realizadas com frequência, não só no Alto Tietê, mas em todo Brasil. Ao menos 18 universidades do país receberam ameaças após o ocorrido na escola Raul Brasil. Em vários desses episódios, havia alusões claras com o caso de Suzano, fazendo apologia ao crime.
Mesmo com a palavra do delegado seccional Jair Barbosa Ortiz de que esses trotes não passam de "bobeiras", as pessoas tiveram que se acostumar com a rotina de serem bombardeadas por ameaças falsas. (F.A.)