O vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Ferraz de Vasconcelos, Flavio Batista de Souza (PTB), o Inha, criticou o governo estadual por não reabrir o Pronto-Socorro (PS) Infantil do Hospital Regional Dr. Osíris Florindo Coelho, na Vila Corrêa. Segundo ele, em outubro do ano passado, a diretoria da unidade afirmou que o atendimento da pediatria voltaria a ser feito a partir de janeiro deste ano, porém, a decisão tão esperada por pais e familiares dos pacientes ficou apenas no campo da promessa.
Por isso, em seu discurso na tribuna da Casa na sessão ordinária, na segunda-feira, Inha deixou claro o seu total desagravo com a indecisão do Palácio dos Bandeirantes sobre o assunto que afeta há vários meses milhares de crianças e, sobretudo, mais agora com a chegada do inverno quando aumenta a incidência de doenças respiratórias. "Hoje, infelizmente, as mães locais são obrigadas a procurar atendimento em Poá ou em Mogi das Cruzes", lamentou.
Para ele, como o PS Infantil encontra-se fechado, assim como a ala de Psiquiatria, o Regional vive subutilizado, mais parecendo um hospital de fachada, ou seja, representa um verdadeiro descaso das autoridades paulistas, principalmente, no tocante, ao atendimento do setor de Pediatria. "Na verdade, o atual governo estadual é um especialista em marketing", disparou Inha. "Em contrapartida, falta um olhar mais humano do gestor, João Doria (PSDB). No caso de Ferraz de Vasconcelos, São Paulo precisa entender que somos o para-choque da zona leste", cutucou Inha.
De acordo com ele, além de anunciar e não tirar do papel o retorno do PS Infantil do Regional até a presente data, a Secretaria de Estado da Saúde comandada por sucessivos governos tucanos sequer deu uma satisfação a respeito do tema. Neste caso, Inha não descarta inclusive apresentar uma moção de repúdio ao órgão e liderar uma caravana de autoridades locais, entre elas, o deputado estadual Rodrigo Gambale (PSL) para pressionar o titular da pasta, José Henrique Germann Ferreira.
Em paralelo à volta do PS Infantil, a direção do Regional garantiu ainda aumentar o número de leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica. Com isso, o espaço teria dez leitos podendo assim fazer algo em torno de quatro mil procedimentos mensais. Para tanto, seriam contratadas equipes especializadas por meio de empresas terceirizadas. O custo estaria estimado em R$ 700 mil por mês. A notícia, em outubro de 2018, é que o chamamento público aconteceria em poucos meses.