Os taxistas e motoristas de van escolares de Mogi das Cruzes realizaram ontem uma manifestação em frente ao prédio da prefeitura para cobrar da administração municipal mais fiscalização em relação aos motoristas de transporte por aplicativo que, de acordo com o Sindicato dos Taxistas, trabalham irregularmente na cidade.
Alguns membros do sindicato se reuniram com o secretário de Transportes, José Luiz de Almeida; o secretário de Segurança, Paulo Roberto Sales e o ouvidor geral da prefeitura, Romildo Campello.
O presidente do Sindicato dos Taxistas, Sandro Monfort, expôs alguns pontos sobre as dificuldades da classe se comparados aos motoristas de aplicativo. De acordo com Monfort, a atuação de empresas como Uber e 99 é clandestina na cidade, além de não terem as mesmas responsabilidades fiscais. "Temos custos com taxímetro, pontos fixos e outras despesas que o motorista por aplicativo não tem. É uma concorrência desleal", disse Monfort.
Segundo ele, a lei municipal precisa ser mais rígida, pois, além de diminuir o movimento dos taxistas pagando menos impostos, os motoristas por aplicativo ficam livre das multas, já que, segundo o projeto de lei aprovado em Mogi, as multas pela circulação irregular são encaminha às empresas e não aos condutores dos veículos. "Até o momento, só há uma empresa cadastrada e autorizada a oferecer o serviço na cidade (Zomm Tecnologia). Já as outras duas maiores empresas que atuam no Brasil (Uber e 99) não se cadastraram e estão sendo autuadas por isso, conforme o secretário de Transportes comunicou, porém, nós queremos também que os motoristas sejam multados'', afirmou o presidente do Sindicato dos Taxistas.
A motorista de transporte escolar, Claudia Satornino Camara, também se sente prejudicada pela atuação das empresas de transporte por aplicativo. "Os motoristas estão infringindo duas normas: a municipal e a da própria empresa que eles prestam serviço, pois tanto Uber quanto 99 proíbem o transporte de crianças sem um acompanhante maior de idade. Você vê na porta da escola um carro de aplicativo parando com quatro, cinco crianças e, às vezes, acima do limite permitido de passageiros".
Escudo
Segundo o Secretário Municipal de Transportes de Mogi das Cruzes, José Luiz de Almeida, a maior preocupação é em relação ao cadastramento das empresas de transporte por aplicativo, mas, de acordo com ele e com diversas matérias publicadas pelo Mogi News, a situação parece que começa a ser resolvida. "As normas municipais podem punir as empresas, porém, o Executivo tem mecanismos de punir o motorista de aplicativo que comete certas irregularidades", resumiu o secretário.
Com as reivindicações dos motoristas de táxi e dos motorista de van escolar, o secretário de Transportes afirmou ontem que terá uma reunião com sua equipe para debater sobre os pedidos e a fiscalização dos motoristas de aplicativo.
*Texto supervisionado pelo editor.