O caso ocorrido anteontem em Ferraz de Vasconcelos, em que um adolescente de 14 anos, estudante da Escola Estadual Martha Calixto Cazagrande, ameaçou, nas redes sociais, que mataria os colegas de escola, deixou a população assustada. Em foto publicada pelo menor, ele dizia que "eu vou matar um por um de vocês, sem exceções. Aproveitem esta boa noite de sono, será a última". Na tarde de ontem, a reportagem do Grupo Mogi News de Comunicação esteve em frente à escola para ouvir a população sobre a situação.
Há mais de dois meses, o massacre ocorrido na Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano, onde dez pessoas foram mortas e 11 ficaram feridas, acendeu o alerta da população, como é o caso da comerciante Rosangela Maria Rosa Cavassani, de 49 anos. Ela, que tem uma neta criança, se coloca no lugar dos pais ao saber de uma ameaça como a feita pelo adolescente. "Ficamos com medo sim, vi várias viaturas da polícia na porta da escola e isso me fez pensar se algo tivesse acontecido, me colocando no lugar dessas pessoas de pensar que o filho vai para a escola e pode não voltar mais", disse.
A comerciante Francinete Oliveira, 48, também demonstrou preocupação com a situação e relata que ficou sabendo pelas redes sociais. "Achei um absurdo quando eu vi porque nunca pensei que algo assim poderia acontecer. É claro que ficamos receosos e com medo, principalmente os pais que têm filho na escola", contou. Já o vendedor Wilson Alves de Oliveira, 42, revelou que, ao saber das ameaças, não teve medo, mas ficou preocupado. Ao abrir a loja em que é proprietário, por volta das 5h30 da manhã, viu as viaturas na porta da escola e ficou sabendo momentos depois o que havia acontecido. "Minha filha viu na internet e depois me contou, nunca imaginei que podia acontecer algo assim. Não fiquei com medo, mas soube que depois o menino colocou nas redes sociais que pedia desculpas porque estava sendo mal entendido", afirmou.
De acordo com informações apuradas pela reportagem, não havia alunos na escola anteontem pela manhã. No entanto, a Secretaria de Estado da Educação esclareceu que as aulas seguem normalmente e a escola possui parceria com a Ronda Escolar da Polícia Militar. Um celular e a máscara usada pelo jovem foram apreendidos para perícia.