As obras da região central de Mogi das Cruzes, especificamente na rua Joaquim Fabiano de Melo, no entorno da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), serão interrompidas até o término da investigação da Polícia Civil, que averigua os motivos do desabamento do solo na tarde de anteontem, que deixou um operário morto e outro ferido. As informações foram divulgadas ontem pelo diretor-geral do Serviço Municipal de Águas e Esgoto (Semae), Glauco Luiz Silva. As vítimas eram funcionários da autarquia.
Ainda ontem, o Semae instaurou uma sindicância interna para apuração do caso e, novamente, lamentou o ocorrido. "Nossos técnicos estão empenhados em fazer todas as averiguações necessárias para detectar as causas de tão dolorosa ocorrência. A autarquia também está à disposição das autoridades que investigam o fato", informou Silva.
Para auxiliar os familiares das vítimas, a administração municipal colocou à disposição psicólogos e assistentes sociais, além dos servidores do Semae. Apesar do ocorrido, não se sabe ainda o motivo do desabamento. No momento em que os funcionários trabalhavam no local, por volta das 14 horas de anteontem, substituindo a tubulação de água e esgoto, foram surpreendidos pelo desabamento e ficaram soterrados. A vítima fatal é o pedreiro Salvino Borges Gomes Gonçalves, retirado sem vida do local. Já a vítima que sobreviveu é o operador de redes de água e esgoto, Antônio Marcos Firmino. Ele foi encaminhado ao Hospital Luzia de Pinho Melo e até o fechamento desta edição a Secretaria de Estado da Saúde não informou qual o estado de saúde dele.
Para atender a ocorrência, o helicóptero Águia da Polícia Militar foi acionado, no entanto, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) conseguiu realizar o resgate antes da chegada. A prefeitura iniciou as obras há 15 dias nas ruas Joaquim Fabiano de Melo e Carmem Moura Santo para melhorar a acessibilidade no entorno da Apae, uma reivindicação antiga dos usuários do equipamento.