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Os moradores do bairro Jardim Piatã I participaram ontem de uma reunião na Diocese de Mogi das Cruzes com o bispo Dom Pedro Luiz Stringhini, o vereador Rodrigo Valverde (PT) e o advogado Carlos Alberto Zambotto para um diálogo sobre a situação de ameaça de despejo que estão recebendo após o Ministério Público (MP) entrar com uma ação constatando que os imóveis são considerados de risco e e estão em área de proteção ambiental.
A reunião teve como objetivo atualizar o bispo sobre a situação dos moradores ameaçados e utilizar a força e influência da Igreja Católica para auxiliar no caso junto à prefeitura e MP. O bispo Stringhini não quis falar com a reportagem, nem antes, nem depois da reunião na Diocese. Impediu, ainda, a participação da Imprensa. Segundo ele, os fatos ainda estão sendo estudados e, quando tiver uma resposta mais fundamentada, ele contribuirá com informações.
O parlamentar Rodrigo Valverde afirmou que a reunião foi positiva e que o bispo utilizará a força e a história da Igreja Católica para casos como este. "Durante a reunião, nós entramos em contato com a prefeitura, que é uma das autoras do processo de despejo, mas, infelizmente, não conseguimos contato com o Ministério Público. Explicamos a situação para o Poder Judiciário e tenho certeza de que irão dar atenção ao caso''.
Segundo Valverde, também houve uma reunião, ontem, com o juiz que cuida do caso, mas a conversa não foi produtiva porque, por enquanto, o desembargador preferiu não opinar.
O advogado Zambotto explicou que o discurso da prefeitura e do MP tiveram pouco apelo para justificar a saída dessa famílias de suas casas. "O que nós queremos, junto à prefeitura e o Ministério Público, é tentar suspender esse prazo de 15 dias de defesa, para que eles possam ter mais tranquilidade. Ninguém consegue fazer uma defesa sob tamanha pressão''.
Zambotto afirmou também que existem moradores do Jardim Piatã I que são de outras nacionalidades, por isso, a ideia é envolver as embaixadas desses países para que fiquem cientes da situação de incerteza que vivem os moradores.
Dois residentes do Jardim Piatã I presentes na reunião, o segurança Waldir Oliveira, de 36 anos, e o autônomo Tomás Sossa, 49, afirmaram que a ordem de despejo foi uma surpresa.
*Texto supervisionado pelo editor.
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