O saldo entre demissões e admissões neste primeiro quadrimestre em Mogi das Cruzes foi o pior da região, com o fechamento de 548 postos de trabalho. Enquanto as quatro outras cidades mais populosas do Alto Tietê (Itaquaquecetuba, Suzano, Ferraz e Poá) apresentaram números positivos nesta relação, Mogi foi na contramão e demitiu mais do que contratou. O que chama mais atenção, é que no mesmo período do ano passado, o município havia se estabelecido com o melhor saldo da região, com 1.653 novas oportunidades de trabalho.
Mesmo com os números negativos de Mogi, o Alto Tietê abriu mais vagas neste ano do que as fechou. Impulsionados pelos números de Suzano, que abriu 1.227 novas oportunidades de trabalho, as cinco cidades mais populosas da região ofereceram, juntas, 1.790 novas vagas.
Os dados são referentes ao último balanço, divulgado na tarde de ontem, do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), ferramenta do Ministério do Trabalho e Emprego.
Contudo, ainda como reflexo negativo dos números de Mogi, as vagas abertas nestas cidades ficaram bem abaixo do que o registrado no ano passado. Para se ter uma ideia, em 2018 o número de vagas criadas foi 53,9% maior do que o registrado neste ano.
Na lista das cidades que mais abriram vagas de trabalho na região, Itaquá aparece em segundo lugar, logo atrás de Suzano, com a criação de 422 postos de trabalho. O número é inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando o município abriu 610 postos de trabalho. Na terceira colocação, aparece Poá, com aumento de 88,6% no número de vagas criadas, partindo das 202 no primeiro quadrimestre do ano passado para as atuais 381 novas oportunidades. Para completar o ranking, Ferraz abriu neste período 308 vagas, número superior em 7,69% em comparação com o ano passado.
Estadual e nacional
Os números relativos ao Estado e Brasil também são positivos. Em São Paulo, neste primeiro quadrimestre, houve a criação de 117.079 oportunidades, número próximo dos computados no ano passado, quando foram registradas 124.530 novas vagas de emprego. Mesmo com menos postos de trabalho sendo criados do que nos quatro primeiros meses do ano passado, o país gerou 313.835 vagas, enquanto os bons números de 2018 registraram 336.885 novas oportunidades.
* Texto supervisionado pelo editor.