O júri popular de Atemilson da Silva Pereira, acusado de assassinar a própria esposa, a dona de casa Nathália Aparecida dos Santos, 18 anos, em fevereiro de 2016, em Itaquaquecetuba, decidiu pela condenação do réu. Pereira terá de cumprir uma pena de 28 anos de prisão, em regime fechado. A decisão do julgamento foi proferida no início da noite de ontem. O crime ocorreu dentro da residência da vítima, no bairro Pequeno Coração. Na ocasião, Nathália foi morta por estrangulamento.
Ao todo, foram ouvidas oito testemunhas: quatro por parte da defesa, três de acusação e uma em comum para as partes. A mãe da jovem assassinada foi a primeira a prestar depoimento na sessão do júri, por volta do meio-dia. O julgamento se estendeu durante toda a tarde de ontem.
No dia 22 de fevereiro Nathália foi levada já sem vida ao hospital Santa Marcelina, com escoriações no pescoço. As primeiras investigações da Polícia Civil já apontavam que a vítima havia sido assassinada. A hipótese de suicídio foi logo descartada. Ainda segundo a polícia, na época, uma testemunha teria ouvido a jovem gritando após ter passado diante de sua casa. Posteriormente, a polícia foi informada por um familiar da vítima que Nathália já havia se separado de Pereira, em razão das constantes agressões que sofria. No entanto, acabou reatando o relacionamento por medo das ameaças de morte que sofria.
Agredida por 10 horas
Um caminhoneiro de 46 anos, suspeito de ter agredido uma adolescente de 16 anos por mais de dez horas, em Mogi das Cruzes, segue foragido da polícia. O crime ocorreu na noite do último dia 20 de maio. De acordo dados do boletim de ocorrência, a vítima foi agredida no carro do suspeito e numa região de mata. À polícia, a jovem informou ter sido espancada com socos e chutes. O agressor também tentou esganá-la. Além disso, a polícia ainda investiga a hipótese de a vítima ter sido estuprada pelo suspeito. O crime foi motivado por uma crise de ciúme.
A delegada da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM)de Mogi das Cruzes, Valene de Souza Bezerra, preferiu não informar os detalhes investigação, no entanto, afirmou que já pediu a prisão do homem.
Ela ainda ressaltou que o caminhoneiro já tinha passagem pela polícia pelo mesmo tipo de crime: violência doméstica e, em razão disso, também era procurado.