A Secretaria de Assistência Social de Mogi das Cruzes, junto com o Comitê Municipal de Prevenção e Combate às Violências Domésticas, informou ontem ao Grupo Mogi News dados sobre a Vigilância Epidemiológica de 2018 e 2017. O estudo oferece uma reflexão ao leitor, principalmente nesta semana dedicada ao combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. 
Os números gerais da violência contra crianças e jovens se mantiveram estáveis entre os dois anos estudados, porém, com uma pequena queda. Entre janeiro e novembro de 2018 houve 1856 casos de violência na cidade. Já no ano passado, 1863 ocorrências foram contabilizadas. A faixa etária de crianças e adolescentes que mais sofreu com qualquer tipo de violência foi entre os 14 anos e 18 anos, com 195 ocorrências de janeiro a novembro de 2018.
Em relação à violência sexual, o público que mais soma ocorrências é entre 5 e 8 anos, com 29 casos em 2018; sendo um total de 99 casos entre as outras idades. Em 2017, os números mais altos foram entre crianças de 12 a 18 anos (57 casos), e um total de 185 ocorrências no total em Mogi das Cruzes.
Entre os tipos de violência que ocorreram na cidade de janeiro a novembro de 2018 estão 252 agressões físicas, 122 casos de violência psicológica, 99 agressões sexuais, 76 casos de negligência e 14 autoprovocadas. No ano passado, a cidade contabilizou outros tipos de ocorrências, como os dez casos de violência financeira, o qual existe a intenção de apropriação ilícita do patrimônio de uma pessoas idosa.
O balanço feito até novembro de 2018 mostra também dados sobre agressões às crianças e adolescentes, inseridas ou não em ambiente familiar. Os números mostram que 95 casos são relacionados a pais e padrastos; 114 a mães e madrastas e 244 casos ocorrem por meio de outros familiares ou de pessoas que estão fora do círculo de parentes.
Em relação à violência sexual sofridas por crianças e adolescentes, de janeiro a novembro de 2018, 302 ocorrências referem-se às meninas e 151 aos meninos.
*Texto supervisionado pelo editor.