O Instituto de Oncologia e a Santa Casa de São Paulo irão realizar, no próximo dia 25, uma campanha para o cadastramento de doação de medula óssea. O evento de apresentação ocorreu ontem no Helbor Patteo Mogilar.
O transplante é recomendado para pacientes com doenças que afetam as células do sangue, como leucemia. O Instituto espera realizar pelo menos 150 cadastros no final de semana do dia 25.
De acordo com o Instituto, o procedimento é simples, fácil e indolor. Durante o processo, uma pequena amostra de sangue é coletada para o exame de compatibilidade (HLA), que identifica seu tipo genético. O HLA e os dados cadastrais são incluídos no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), que está ligado ao Ministério da Saúde. Depois disso, sempre que houver busca por doadores, as informações serão cruzadas com as do paciente que estão esperando pela cirurgia.
A enfermeira Lilian Schwed Razaboni explicou sobre a campanha que pode ajudar milhares de pacientes. "É um ato solidário que salva vidas. Temos uma demanda alta no país e as doações dão esperança aos pacientes'', afirmou.
O coordenador do Pró Medula São Paulo, Luiz Fernando Afonso, que é transplantado há cinco anos, explicou que teve Leucemia Linfóide Aguda (LLA) e que na época se submeteu a um transplante aparentado. "Só tenho a agradecer; fiquei doente em dezembro de 2012 e fui transplantado em setembro de 2013. O meu caso foi um transplante aparentado. De cinco irmãos, dois são 100% compatíveis'', explicou.
De acordo com o coordenador, existem muitos mitos sobre a doação de medula óssea e algumas pessoas acham que durante a doação o médico vai mexer na coluna do doador, porém, durante o processo isso não ocorre.
Luiz Afonso também apontou que a probabilidade de um paciente ter uma compatibilidade de HLA é de uma em 100 mil pessoas. Por isso, a doação de medula óssea se torna uma peça fundamental para a redução desse número.
*Texto supervisionado pelo editor.