A Organização Não Governamental (ONG) Fundação SOS Mata Atlântica disponibilizou, durante esta semana, um estudo que mostra a qualidade da água nas bacias hidrográficas que possuem esse bioma. O levantamento apontou que os municípios do Alto Tietê estão com qualidade da Água (IQA) regulares e ruins. O documento é parte da celebração do Dia da Mata Atlântica, que ocorre hoje.
A primeira cidade da lista é Arujá, que contou com dois pontos de monitoramento, na nascente do córrego Baquirivu e na remanescente do rio. Os estudos foram elaborados pelo Grupo Peixes de Arujá e o Grupo Rio Vivo, ambos atestaram que os dois pontos estão regulares, diferente da situação do ano passado, que constava o córrego em uma situação ruim.
Ferraz de Vasconcelos foi o município que mais contou com pontos de monitoramento na região, tendo análises no córrego Iijima, córrego Itaim e no córrego Dias. De acordo com os dados, o lijima e o Itaim ficaram com a classificação ruim e o Dias como regular. Os pontos foram estudados pelos grupos Eco Cabaneiros e o Grupo Nômades Turistas, na qual apresentaram que a situação dos córregos continuam com o mesmo resultado apresentado no ano passado.
Em 2018, Mogi das Cruzes apresentou um IQA ruim no ribeirão Ipiranga de acordo com o levantamento, porém, neste ano, a situação mudou para regular. Os estudos foram feitos pelo Grupo Eco Ipiranga
Salesópolis obteve um IQA regular neste ano, diferente do ano passado, na qual recebeu um índice médio de qualidade de água boa, no rio Tietê. O grupo Ponte Nova elaborou os estudos no município.
Os grupos Rotary Suzano e Amigos I e II realizaram os estudos de água no córrego do Balainho em Suzano, no total foram dois pontos que o grupo trabalhou. Segundo as informações fornecidas, o córrego atualmente está em situação regular, no entanto, os estudos não mostram os dados de 2018.
O estudo mostrou que nenhuma região do Brasil apresentou um IQA ótimo, mas apontou que 18 municípios apresentaram a água em estado bom, 207 cidades em estado regular, 49 estão ruins e quatro estão péssimas. De acordo com a ONG, os rios e água contaminadas são reflexos da ausência de instrumentos de planejamento, gestão e governança, que segundo eles, reflete a falta de saneamento ambiental.
Desmatamento
Em outro estudo apresentado pela ONG Fundação SOS Mata Atlântica, nove dos 17 Estados inseridos na Mata Atlântica estão no nível dos desmatamento zero. Entre 2017 e 2018 foram desmatados 113 quilômetros quadrados no bioma, em outras palavras, o desmatamento caiu cerca de 9,3%, o menor desmatamento registrado pelo Atlas da Mata Atlântica desde 1985, em relação ao período anterior de 2016 a 2017, que havia sido o menor desmatamento registrado.
*Texto supervisionado pelo editor.