O ensino à distância será incentivado pela nova Lei do Jovem Aprendiz. Criada há 20 anos, a legislação passa por um processo de atualização e desburocratização coordenado pelo deputado federal Marco Bertaiolli. Diversas reuniões com entidades empregadoras e capacitadoras têm sido realizadas. Nesta semana, o encontro foi com representantes do Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee), da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e do Senai.
"É preciso implantar e incentivar o ensino à distância, porque um dos insumos mais caros e que inviabilizam a contratação é o transporte público, que é caro no Brasil inteiro", afirmou o deputado. "A inserção no mercado de trabalho é um grande desafio para a juventude. Por meio da modernização da Lei do Jovem Aprendiz, os jovens poderão ter acesso a mais oportunidades do primeiro emprego", disse.
Entre as mudanças que deverão ser propostas estará a possibilidade dos microempreendedores individuais (MEIs) e das microempresas contratarem aprendizes. "O aperfeiçoamento da Lei fará com que 4 milhões de jovens de todo o País tenham a oportunidade da primeira experiência profissional", contou Bertaiolli.
Atualmente, cerca de 500 mil jovens estão inseridos na Lei. "Não podemos esquecer desta legião de adolescentes que deseja e precisa de uma chance de aprender uma atividade profissional e, assim, passe a ter condições de custear os estudos e até mesmo ajudar na renda familiar", salientou Bertaiolli. A Lei alcança somente 2% das médias e grandes empresas e com a modernização será possível, na avaliação do deputado, levar os jovens para 98% das pequenas e microempresas. "Essa união entre o estudos da grade curricular e o aprendizado de uma atividade profissional é o que chamo de Escola do Trabalho. Fazer com que os adolescentes desenvolvam uma profissão ao mesmo tempo em que estão na sala de aula", afirmou o parlamentar.