O Dia Mundial Sem Tabaco, criado em 1987 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é comemorado hoje. A data tem o intuito de realizar alertas sobre as doenças e mortes relacionadas ao tabagismo. No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) é o responsável por todas as divulgações e elaborações dos materiais para subsidiar as comemorações em níveis federal, estadual e municipal.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo do tabaco e a exposição à sua fumaça (fumo passivo) são as principais causas de doenças cardiovasculares. De acordo a OMS, no Brasil, já são mais de 7 milhões de mortes em razão dos mesmos motivos.
Segundo os últimos dados divulgados no ano passado pela OMS e a Organização Pan-Americanas (Opas), o consumo de tabaco e as doenças cardiovasculares são as principais causas de mortes no mundo. O relatório de 2018 informa que cerca de 17,9 milhões de pessoas no mundo morrem a cada ano em razão do uso do tabaco, o que corresponde a 44% de todas as mortes.
No entanto, um levantamento feito pela Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas (Vigitel), em 2017, indicou queda no número de fumantes brasileiros. Desde 2006, a quantidade caiu de 15,7% para 10,1%, até 2017, o que equivale ao percentual de 5,6% a menos no do período.
O aumento do preço dos maços de cigarro é a principal medida de prevenção implantada pelo governo do Estado para diminuir o tabagismo. Em 2011, durante uma reunião com a Organização das Nações Unidas (ONU), os chefes de Estado elaboraram estratégias para combater as Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNTs) e destacaram, como a melhor medida, o aumento de preços e impostos sobre produtos de tabaco com o intuito de diminuir os índices de mortalidade.
A médica Regina Nakayama, do Grupo de Tabagismo da UBS Alto do Ipiranga, lembra que o hábito de fumar pode colaborar para o surgimento de diversas doenças. Ela relata a importância dos grupos de apoio. "Além das rodas de conversa, disponibilizamos os adesivos de nicotina para quem participa do grupo, prescrevemos medicações e orientamos com apoio terapêutico. Parar de fumar é difícil, mas, no grupo, as pessoas acabam se apoiando", completou Regina. (T.M.)