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As empresas CS Brasil, que presta serviços de limpeza urbana; e Promulti, companhia de infraestrutura urbana; explicaram um pouco mais sobre as propostas que o consórcio apresentou em audiência pública realizada na terça-feira à noite, na Escola de Governo e Gestão. A Parceria Público Privada (PPP) entre as duas empresas visa oferecer cenários para uma gestão mais eficiente de limpeza urbana e destinação de resíduos sólidos, hoje encaminhados para o aterro de Jambeiro.
Uma das alternativas citadas na audiência pública de terça-feira é a criação de uma Unidade de Recuperação Energética (URE), equipamento utilizado em vários países, que aproveita o lixo como combustível para produção de energia, mediante à combustão dos resíduos, alimentando uma turbina que gera energia elétrica.
Outra opção é a destinação dos resíduos para um aterro bioenergético, estrutura moderna para destinação final do material devidamente controlado, cujo o combustível para a produção de energia é o gás metano, produzido na decomposição dos resíduos.
A terceira alternativa seria continuar levando o lixo para o aterro sanitário na cidade de Jambeiro, como ocorre atualmente, porém, com alguns serviços diferenciados, como o aumento dos veículos de 76 unidades para 176, aumento de equipamentos, aumento na produção de recicláveis dos atuais 3% para 20% e também a implantação de novos sistemas de tratamento.
As empresas também afirmam que existem outros serviços que podem ser implementados, como a remediação do lixão da Volta Fria; a modernização dos ecopontos atuais e a instalação de mais dois ecopontos no município; a implantação de uma nova central de triagem com a gestão da cooperativa de catadores; o desenvolvimento de aplicativos para gerenciamento da gestão da coleta e redução de 20 mil toneladas de CO2 equivalente por ano e uma nova possibilidade de geração de energia de até sete megawatts.
De acordo com a Promulti, os três cenários apresentados poderiam ser implantados na cidade, respeitando todos os procedimentos de licenciamento ambiental, na hipótese de viabilização técnica, econômica e financeira em conjunto ou isoladamente.
Mesmo o consórcio entre as duas empresas apresentando diversos cenários para a cidade, a prefeitura ainda não realizou a licitação para tais serviços de gestão de resíduos e ainda tem 30 dias para ouvir as sugestões da população, para, então, decidir o futuro da destinação de lixo no município para as próximas décadas. As análises devem demorar 90 dias.
*Texto supervisionado pelo editor.
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