Um requerimento aprovado ontem em plenário pelo Legislativo mogiano, de autoria do vereador Caio Cunha (PV), pede informações à prefeitura sobre o benefício do Passe Escolar aos professores de escolas municipais e estaduais. De acordo com o parlamentar, professores reclamaram que ao recadastrar o pedido do benefício do vale-transporte a ação foi recusada. "Quando recebi essas informações fui ao site da prefeitura e estava bem claro que o Passe Escolar seria fornecido tanto para os estudantes quanto aos professores. Então, questiono a administração municipal qual foi a quantidade do benefício entregue nos anos de 2016, 2017 e 2018", explicou Cunha.
O fato de o benefício ser dado como "cortesia" aos professores é um dos principais motivos para que o parlamentar peça informações mais detalhadas à prefeitura. "Imagino que tanto a empresa quanto a prefeitura tenham esses números; preciso dessas informações até para entender a lógica dessa cortesia e se, de fato, os professores têm ou não algum benefício nessa cidade para serem contemplados", acrescentou.
Outro vereador que comentou sobre a situação foi Rodrigo Valverde (PT), que considera que as empresas de transporte comandam o município. "A cidade passou mais uma vergonha com essa situação, sem nenhum tipo de aviso antecipado para que os docentes pudessem se programar. Vocês acham que o prefeito não tinha nenhum poder sobre a manutenção desse serviço?", disse.
Em contraponto, o vereador Jean Lopes (PCdoB), presidente da Comissão Permanente de Transportes, deixou à disposição da Casa a resposta de um ofício enviado pelo secretário de Transportes, José Luiz Freire de Almeida, na semana passada, com dados sobre quem utiliza o transporte coletivo na cidade atualmente. "Esse benefício era uma cortesia e não constava no contrato feito há 15 anos. O secretário de Transportes nos encaminhou dados referentes a todos que recebem o benefício do transporte, então, essa resposta já está aqui", justificou.
O vereador Protassio Nogueira (PSD) leu em plenário uma nota da Secretaria de Transportes enviada aos vereadores sobre a situação. Segundo ele, a administração municipal informou que o benefício aos professores era uma decisão das concessionárias e estava ocorrendo o acúmulo de benefícios.
A coordenadora do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) de Mogi das Cruzes, Vânia Pereira da Silva, reafirmou ontem à reportagem que não concorda com a atitude que a empresa tomou em suspender o benefício e que, a ajuda de custo que os professores da rede estadual recebem é de
R$ 26. "Não recebemos vale-transporte, apenas uma ajuda de custo que não condiz com as jornadas que os docentes fazem em escolas de diferentes locais. Apenas a ajuda de custo não é o suficiente", disse.