O secretário municipal de Transportes, José Luiz Freire de Almeida, negou o pedido do vereador Diego de Amorim Martins (MDB), o Diegão, para a suspensão do contrato com a empresa responsável pelo radar móvel escondido na avenida Francisco Rodrigues Filho, em Cezar de Souza.
Almeida esteve ontem em uma reunião da Comissão Permanente de Transporte e Segurança Pública da Câmara de Mogi das Cruzes para discutir o assunto, que foi levantado pelo vereador em sessão na semana passada. De acordo com a prefeitura, o contrato corresponde ao Consórcio Politran-Ensin, cujo valor é de R$ 6,7 milhões.
A polêmica do radar escondido também foi divulgada pelo vereador nas redes sociais. "Estive lá em Cezar de Souza e verifiquei o radar móvel escondido e exigi a retirada, até falei com o secretário, mas, depois, o radar estava lá de novo. Eu fiz uma placa e fiquei lá para orientar a população dizendo que tinha um radar escondido. Para a minha surpresa, um carro da fiscalização de trânsito passou me filmando", contou Diegão.
O vereador Claudio Miyake (PSDB) ressaltou que o Legislativo não é contra os radares móveis, mas que a situação deve ser explicada. "Esse é um caso pontual, mas de maneira geral tem que contribuir para o objetivo dos radares que, se forem bem utilizados, cumprem o papel de salvar vidas", disse. Almeida lembrou que solicitou a retirada do equipamento citado pelo vereador Diegão e que ele não estava escondido. "Eu mesmo fui lá verificar e o radar não estava escondido e falei para colocar no lugar novamente", revelou.
Para evitar problemas semelhantes, os vereadores pediram ao secretário para providenciar a sinalização dos equipamentos, mas o pedido também foi descartado. Almeida esclareceu que a sinalização é clara e que basta aos motoristas "respeitarem a velocidade da via".