A manhã de Domingo de Páscoa é sempre marcada pela expectativa de se ganhar ovos de chocolates. No entanto, a celebração vai além de um simples doce. Para os cristãos, a data celebra a ressurreição de Jesus Cristo, marcando o fim da Semana Santa, que teve início no domingo passado, com a comemoração do Domingo de Ramos, que, de acordo com a história bíblica, dia em que se celebra a entrada de Jesus em Jerusalém.
Apesar de a data ter se tornado comercial, como tantas outras celebrações ao longo do ano, a história é significativa e muitos religiosos seguem a doutrina. Por exemplo, há aqueles que não consomem carne vermelha durante a Semana Santa, já que a Igreja Católica recomenda aos fiéis reconhecerem o sacrifício de Jesus, que, segundo as escrituras, viveu e morreu para salvar as pessoas de seus pecados. Os judeus também celebram a Páscoa, em uma comemoração que dura oito dias, mas em datas diferentes do que a dos católicos. Para eles, a data refere-se à libertação do povo hebreu da escravidão no Egito, comemorando um rito de passagem.
Durante a Semana Santa, há três dias considerados os principais: quinta e sexta-feira e sábado. Na quinta, já se iniciam procissões e cerimônias especiais que antecedem a Sexta-Feira Santa, dia em que Jesus foi morto. Ao sábado, conhecido como Sábado de Aleluia, é celebrada a ressurreição de Cristo. E hoje é comemorada a Páscoa, com um dos seus maiores símbolos: os ovos.
O surgimento dos ovos de Páscoa é antigo e pelo fato de representar a fertilidade e o nascimento, muitos já trocavam ovos antes do nascimento de Jesus. Normalmente, eles eram de galinha e pintados de várias cores ou com desenhos. Atualmente, é comum encontrar os de chocolate e outras variedades do doce que remetem à comemoração. Para o padre Rafael Rodrigues Xavier, da paróquia Santa Rita de Cássia, de Itaquaquecetuba, a data é um momento de reflexão e une as famílias. "A Páscoa traz esperança, para os católicos é um momento de renovação. Cristo morre, mas vive para nossa eternidade, contra os males do mundo, e nossa fé continua conosco. É um momento de reflexão, tivemos a quaresma e a Campanha da Fraternidade e discutimos políticas públicas para a sociedade, como levar ações e propostas que podem mudar o mundo", contou.
A união das famílias na data é um aspecto considerado importante pelo padre. Com o atual momento em que o mundo passa, muitos valores acabam sendo esquecidos, e a reunião da família traz a esperança. "Não é ruim se trocar ovos de chocolate, lógico que as pessoas compram, mas há o valor de ser um símbolo afetivo e estão fazendo isso por conta da lembrança da ressurreição de Jesus", explicou.