A Policlínica da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) apresentou ontem uma facilidade para pacientes com psoríase. Agora, segundo a colaboradora do local, a dermatologista Aline Okita, de 30 anos, essas pessoas serão recepcionadas sem que necessitem de um encaminhamento do clínico-geral. O objetivo é trazer maior celeridade para o caso, já que este processo, de acordo com a profissional, é demorado quando feito por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).
A ação é direcionada especificamente às pessoas que desconfiam que têm a doença, ou que já possuem o diagnóstico em mãos e precisam dar continuidade ao tratamento. Segundo a dermatologista, os agendamentos das consultas estão sendo feitos de segunda à sexta-feira, das 7 horas às 17h30, no Ambulatório de Psoríase da Policlínica.
"A Secretaria da Saúde fez uma parceria comigo, já que estamos atendendo um grande número de pacientes com este quadro e temos o interesse em receber mais. Assim, eles não precisam esperar tanto para conseguir ser avaliados por um especialista", explicou.
Aline também coordena o Ambulatório de Psoríase e contou que a doença é comum e pode afetar tanto homens quanto mulheres. Segundo ela, os casos geralmente acontecem na vida adulta, mas podem aparecer também em crianças, principalmente quando a doença faz parte do histórico familiar.
No caso de Viviane Coimbra, 24, profissional de Recursos Humanos, a descoberta da psoríase foi aos 5 anos e seu tratamento teve início ainda na infância, porém, com quadro em nível avançado, o tratamento permanece até hoje. A paciente comentou que o preconceito é um dos obstáculos a ser vencido. "A maior dificuldade foi em relação ao meu emprego. Como trabalho diretamente com pessoas, às vezes as lesões apareciam nas minhas mãos, e eu tinha que ouvir comentários ruins ou lidar com olhares estranhos", contou.
Vermelhidão, descamação e coceiras são alguns dos principais sintomas da psoríase, podendo causar lesões e dores sucessivas, decorrentes das inflamações. O tratamento depende do grau da doença, que pode ser pequeno, médio ou moderado e avançado. Ele é feito com pomadas e medicamentos orais ou injetáveis.
A psoríase é uma doença comumente confundida, pelos próprios pacientes, com algumas alergias - como a dermatite atópica e eczema de contato -, já que a aparência lembra algumas reações alérgicas de pele. Por isso é importante procurar um dermatologista para que sejam feitos um diagnóstico e tratamento corretos.
De acordo com a dermatologista, apenas 2% das pessoas que sofrem com a doença conseguem chegar à cura e a maioria fica com lesões pelo o corpo. Os ferimentos podem ser pequenas ou grandes e a tendência é que os medicamentos sejam mantidos.
*Texto supervisionado pelo editor.