Mesmo com a redução por parte do governo gederal de investimentos para o programa Minha Casa, Minha Vida, em visita a Mogi das Cruzes, o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, garantiu que honrará os compromissos assumidos no Alto Tietê, ou seja, as obras iniciadas não devem sofrer com cortes de verba. "Em relação aos contratos celebrados, vamos fazer de tudo para a execução". Ele garantiu que a região pode ficar tranquila, pois o governo está "lutando " para que não haja descontinuidade na execução das obras que estão em andamento. Atualmente, Itaquaquecetuba e Arujá contam com obras do Minha Casa, Minha vida. Sobre futuros empreendimentos, Canuto disse que o compromisso é de responsabilidade.
O ministro veio a Mogi conhecer dois pontos da cidade. O primeiro visitado na manhã de ontem foi a Vila Dignidade, na Vila Cecília. O condomínio da prefeitura, referência no atendimento a idosos, é formado por residências individuais, que agradaram o ministro. "É fundamental aprendermos com as experiências exitosas dos municípios e Estado. Gostei dos projetos habitacionais da prefeitura e levarei essas ideias para os nossos estudos e reformulação da Política Nacional de Habitação", destacou Canuto.
O prefeito Melo disse que é importante apresentar as boas práticas da cidade e que Mogi sempre foi governada por grandes prefeitos. "Precisamos mostrar o que deu certo".
Os apartamentos da avenida Kaoru Hiramatsu foram o segundo ponto visitado. Nesse local, Canuto destacou que o empreendimento vai além de apartamentos construídos em uma área isolada. "Aqui, você percebe que a avenida está incorporada com mercados, creche, escolas. É isso que a gente quer". O chefe do Desenvolvimento Regional destacou que esses projetos serão levados para a reformulação do Minha Casa Minha Vida.
Um aspecto negativo destacado por moradores dos apartamentos do programa é o mau uso do espaço, como a venda da moradia e a utilização por facções criminosas. Sobre esse problemas, o ministro reconheceu que é necessário refazer a estrutura do programa. "As pessoas não comercializam porque querem. A gente tem que criar um mecanismo que impeça esse comércio.Podemos fazer um sistema como o da Vila Dignidade, em que você oferta a moradia e não transfere a residência".
*Texto supervisionado pelo editor.