Suzano passou por momentos turbulentos no mês passado quando, em de 13 de março, dois adolescentes entraram na Escola Estadual Professor Raul Brasil e mataram sete pessoas, sendo cinco alunos e duas funcionárias da unidade. Um familiar de um dos atiradores foi alvejado antes do ataque à escola e morreu a caminho do hospital. Apesar de tudo isso, a Raul Brasil é um espaço de grandes lembranças. Para o professor e escritor Suami Paula de Azevedo e para Viviane Galvão, ex-vice prefeita de Suzano e esposa do deputado Estevam Galvão (DEM), a escola tem muita história.
Viviane explicou que sua mãe, Jussara Feitosa Domschke, primeira diretora da Raul Brasil, foi muito importante para a escola. "Minha mãe foi uma pessoa que ajudou muito a instituição, ela que decidiu dar um novo nome a escola. Uma homenagem ao professor do primeiro grupo escolar de Suzano, o professor Raul Brasil'', contou a ex-vice prefeita. "Eu não tive oportunidade de estudar lá, porém minha irmã estudou. Na época o ensino era diferente, eram mais divididas as séries. Mas eu estive muito presente na escola durante a gestão de minha mãe. O lugar sempre foi muito bonito, eu praticamente cresci lá com a minha família", completou Viviane, já emocionada.
Logo após alguns anos, Viviane retornou a escola para dar aulas de História e Geografia, onde ficou por mais de três anos.
Pouco depois do atentado, Viviane afirmou que entrou em estado de choque quando recebeu a notícia. "Demorou um pouco para cair a ficha, mas quando caiu, eu fiquei relembrando do lugar, da salas, do refeitório, da quadra e imaginando as crianças correndo dos atiradores. Se você for analisar, a escola é muito grande e naquela hora, tudo isso virou um grande labirinto''.
Por sua vez, Azevedo contou que foi supervisor da escola nos anos 1990 e, para ele, o lugar sempre trouxe um ar de tranquilidade e equilíbrio. "É uma escola excepcional com uma história incrível. Infelizmente aconteceu o impiedoso ataque e a escola ficou conhecida como tal, porém não podemos deixar que esse fato trágico fique presente na instituição''
Questionado sobre o que esperar, o escritor afirmou que agora é hora de repensar em outras formas, além da segurança, como o desgaste do magistério e a administração precária das escolas.
*Texto supervisionado pelo editor.