Com as rondas para o acompanhamento das medidas protetivas, a Patrulha Maria da Penha já deteve 21 pessoas por desrespeito às determinações judiciais ou por violência. Um dos casos aconteceu em setembro do ano passado, na Vila Cecília, quando o acusado foi flagrado, com sinais de embriaguez, tentado forçar o portão da residência da vítima. Neste caso, a mulher contou que o acusado foi a sua residência tentando reatar um relacionamento e chegou a ameaçá-la.

Em outro caso, registrado em junho, a vítima entrou em contato com a Patrulha Maria da Penha relatando que o acusado estava em frente à escola onde estuda o filho próximo ao horário de saída, quando ela busca a criança. Os guardas municipais abordaram o homem, que foi conduzido para a Delegacia da Mulher, onde foi elaborado um boletim de ocorrência e determinada sua prisão. “Este trabalho de aproximação com a vítima de violência, de mapear a rotina, os lugares que ela frequenta, a escola onde os filhos estudam é importante para que a atuação da Patrulha Maria da Penha tenha sucesso e, ao mesmo tempo, para que as mulheres possam sentir confiança nos guardas municipais e ter uma vida normal”, disse a comandante da Guarda Municipal, Thais Nascimento.

No entanto, alguns casos surpreendem os guardas municipais. Como o que aconteceu no início desta semana, quando uma mulher atendida pela Patrulha Maria da Penha foi presa por violência contra a filha, de 2 anos. Os guardas cumpriram um mandado de prisão emitido pela 1ª Vara Criminal de Mogi das Cruzes e encaminhada para a Delegacia de Defesa da Mulher e, posteriormente, para a Cadeia Feminina, em Poá.

Além do acompanhamento constante das medidas protetivas, as mulheres vítimas de violência também têm à disposição um número celular exclusivo para contato com a Patrulha Maria da Penha. Este atendimento acontece 24 horas por dia, ampliando a segurança contra agressores.