Em reunião com a secretária de Estado de Desenvolvimento Social, Célia Parnes, realizada ontem, o prefeito de Suzano, Rodrigo Ashiuchi (PR), presidente do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) solicitou o apoio do Estado para o atendimento das pessoas em situação de rua. Segundo ele, a proximidade com a capital e o fácil acesso pelo transporte público ampliam a população de rua nas cidades da região e os municípios, sozinhos, não conseguem atender a demanda crescente.
Acompanhado da prefeita Fábia Porto (PRB), de Santa Isabel, e dos integrantes da Câmara Técnica de Assistência Social do Condemat, o presidente do consórcio reivindicou também maior investimento do Estado no Alto Tietê na implantação de mais unidades do Bom Prato.
"Com o alto índice de desemprego, é grande a demanda social na região. Temos o problema das pessoas em situação de rua, que não para de crescer e que o Estado precisa nos ajudar, principalmente com transporte para que os moradores de outras localidades possam ser transferidos para suas cidades de origem", argumentou Ashiuchi.
Foram combinadas reuniões de trabalho entre as equipes técnicas da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Seds), que atuam diretamente com as pessoas em situação de rua, e com o programa Bom Prato, e os integrantes da Câmara Técnica de Assistência Social do Condemat para avançar na elaboração de um diagnóstico da região e definir diretrizes para uma parceria mais efetiva entre Estado e Alto Tietê. "Gosto muito desse arranjo de ações consorciadas", enfatizou Célia Parnes. "Estamos num processo de reestruturação e abertos ao diálogo para ouvir os municípios", acrescentou.
A secretária também discutiu com os representantes do Alto Tietê possíveis mudanças no funcionamento dos Programas de Transferência de Renda (PTRs), no Benefício Eventual e nos repasses fundo a fundo do Estado para os municípios. Ela concordou, por exemplo, com a necessidade das prefeituras terem fôlego administrativo para o atendimento de situações não previstas nos orçamentos (caso dos desabrigados por enchentes) e até mesmo para ocorrências comportamentais, numa referência às mortes ocorridas na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano.