Uma nova comissão foi criada para auxilar na transferência das 550 famílias que moram irregularmente na área de risco, sob as linhas de transmissão da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (ISA CTEEP), em Jundiapeba. O grupo foi formado na segunda-feira passada, durante reunião do vereador Rodrigo Valverde (PT) com os moradores que vivem na área particular da empresa. 
O objetivo é enviar um pedido à companhia Suzano Papel e Celulose, que conta com terrenos em Jundiapeba, na tentativa de um acordo de cessão da área para que os moradores possam ser transferidos. A previsão de envio do documento para a empresa suzanense é até o fim desta semana. A ação visa discutir o assunto com a direção da Suzano Papel e Celulose, com apoio de representantes do Sindicato dos Papeleiros e dos próprios moradores que vivem na área de risco. 
Durante a reunião realizada no início da semana, os representantes do Sindicato dos Papeleiros de Mogi das Cruzes também estiveram presentes e ajudaram na formulação de propostas e discussões para solucionar o caso. Segundo o dirigente da Federação dos Papeleiros, Marcelo Mendes, a ideia de contactar a companhia instalada na cidade vizinha  surgiu no momento da reunião. "Por enquanto, os estudos ainda estão em fase inicial, mas os documentos que serão enviados à companhia só precisam de alguns ajustes e devem ser entregues até o final desta semana", reforçou.
Mendes também revelou à reportagem que, de acordo com observações feitas por ele, alguns dos terrenos de propriedade da Suzano Papel estão abandonados, razão principal que motivou os estudos para a cessão da área.
Segundo o dirigente do sindicato, é função das grandes empresas olhar com atenção para  as questões sociais. "É preciso o auxílio de grandes companhias para a criação de projetos sociais, como no caso dessas 550 famílias que necessitam de novas moradias. Por isso estamos buscando ajuda de indústrias consolidadas", justificou.
No aguardo
A reportagem entrou em contato com a companhia Suzano Papel e Celulose, que confirmou não ter recebido ainda nenhum pedido oficial de concessão das áreas em Jundiapeba para as famílias. A empresa informou também que já existe um pedido de cessão de terreno sendo analisado para outro fim. "Estamos estudando um pedido de área, em comodato, feito pela Diocese de Mogi das Cruzes à nossa empresa para construção de igreja e projetos sociais", acrescentou.
*Texto supervisionado pelo editor.