Após a briga entre torcedores do Corinthians e São Paulo, na manhã de domingo em Ferraz de Vasconcelos, dos nove envolvidos que precisaram ser hospitalizados, entre eles dois esfaqueados e três baleados, cinco tiveram alta e quatro ainda seguem internados em hospitais da região. A informação foi passada pela Secretaria de Estado da Saúde que, até o fechamento da edição, não confirmou novas altas para os envolvidos na briga.
As investigações sobre a conduta e presença de cada torcedor envolvido no caso serão conduzidas pela Delegacia de Repressão e Análise aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade). De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), as primeiras análises serão relacionadas ao número de torcedores envolvidos, que poderia estar na casa dos 20 indivíduos. Desses, 14 já foram ouvidos pela Polícia Civil, que também já apreendeu socos ingleses, celulares, cinco barras de ferro e um pedaço de madeira.
Supostamente marcada pelas redes sociais, a briga aconteceu às vésperas do primeiro jogo da final do Campeonato Paulista entre São Paulo e Corinthians, na rua Rafael Anunciato, a 500 metros da Estação de Trem Antonio Gianetti Neto, onde passa a Linha 11-Coral da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Vídeos que circulam nas redes sociais mostram torcedores de ambas as torcidas passando com diversos pedaços de paus e barras de ferro.
Histórico na região
O Alto Tietê registrou no ano passado um caso semelhante ao ocorrido na manhã de domingo. Ao todo, 21 integrantes da torcida organizada do Santos foram detidos, em março de 2018, acusados de espancarem até a morte, em Itaquaquecetuba, o corintiano Danilo da Silva dos Santos, 30 anos. Na época, o torcedor chegou a ser levado ao Hospital Santa Marcelina, mas não resistiu aos ferimentos. A selvageria começou na avenida Almiro Dias, onde o homem foi assassinado, e se estendeu até a estrada de Santa Isabel. A briga aconteceu horas antes do clássico entre os times.
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