Em reunião ontem com o Conselho de Prefeitos, representantes da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Meio Ambiente (Sima) confirmaram a parceria do governo do Estado com o Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) para a elaboração do Plano Regional de Gestão Integrada dos Resíduos Sólidos e a intenção de que o Alto Tietê seja o piloto das iniciativas em elaboração pela atual gestão para equacionar a problemática do lixo.
O Condemat foi convidado, ainda, a participar do Comitê de Integração de Resíduos Sólidos, que reúne os principais órgãos estaduais envolvidos no assunto. "Queremos trabalhar com vocês e concentrar esforços numa cooperação técnica. A prioridade do Estado será para os arranjos regionais e as soluções consorciadas", ressaltou José Valverde, da assessoria de Resíduos Sólidos da Sima. "Trazemos aqui o compromisso do governo de trabalhar para solução correta no tratamento dos resíduos, sem pensar em aterros", acrescentou Ivan Mello, assessor do secretário estadual Marcos Penido.
Em 2017, o Condemat  assinou um Termo de Cooperação Técnica com o Estado para a elaboração do Plano Regional de Resíduos Sólidos. Em razão das várias mudanças ocorridas no comando da Secretaria de Meio Ambiente na última gestão, a parceria não avançou. No mês passado, a direção do Consórcio solicitou ao secretário Penido a prioridade na retomada do protocolo de intenções e a resposta positiva foi apresentada ontem, já com definições sobre as tratativas técnicas entre Estado e Alto Tietê.
"Até pela proximidade com a capital e por ser uma região com extensa área ambiental e produtora de água, é muito importante que o Alto Tietê possa ser escolhido como piloto para o novo modelo de destinação de resíduos sólidos que o Estado vai implantar", destacou o presidente do Condemat, prefeito Rodrigo Ashiuchi (PR). 
Entre as ações já definidas está a concepção do termo de referência para elaboração do Plano Regional de Resíduos, o qual trará um diagnóstico da situação nos municípios do Alto Tietê e apontará as melhores soluções tecnológicas para a destinação dos resíduos.
A região tem uma produção diária de aproximadamente três milhões de toneladas de resíduos e apenas as cidades de Guararema e Guarulhos possuem aterros próprios, sendo que essa última teve o empreendimento interditado recentemente. As outras dependem da iniciativa privada, sendo que a destinação final ocorre, em média, a 60 quilômetros de distância.
"Não adianta resolver a questão dos resíduos em apenas um município porque isso acarreta problemas para os outros. Passamos por dificuldades recentes com enchentes e uma das causas disso é a destinação incorreta", pontuou Daniel Teixeira de Lima, coordenador da Câmara Técnica de Gestão Ambiental do Condemat e secretário municipal do Verde e Meio Ambiente de Mogi das Cruzes.