A represa de Taiaçupeba, em Mogi das Cruzes, mostrou estabilidade no volume armazenado, o que deve tranquilizar os moradores da região. Ela é uma das principais represas do município, abastece o Sistema Produtor Alto Tietê (Spat) e não indicava queda do volume de água nos últimos dias.
O nível da represa passou de 116,9% para 116,7%, de quinta-feira para ontem, informou a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). O declínio totaliza apenas 0.2 pontos percentuais e, apesar de ser consideravelmente baixo, pode indicar que a tendência de aumento do local pode ter chegado ao fim.
Já a represa de Jundiaí segue em crescimento. Os dados indicam que, na quarta-feira, o nível era de 107% e ontem passou para 108%. A bacia de Paraitinga também apresentou nível maior de no volume armazenado, passando de 92,8% para 93,4%.
Biritiba e Ponte Nova cresceram 0.9 e 0.6 pontos percentuais, respectivamente. A primeira passou de 83,4% para 84,3%, enquanto que a segunda foi de 80,8% para 81,4%.
Parte da população regional ainda desconfia que os alagamentos foram resultados de uma possível abertura da represa de Taiaçupeba. Muitos moradores precisaram abandonar temporariamente as casas e buscar abrigo em escolas ou residências de familiares. Muitas destas famílias ainda enfrentam dificuldades para voltar à rotina normal, como já foi amplamente divulgado pelo Grupo Mogi News em reportagens anteriores.
A média histórica de chuva para o Spat durante o mês de março é de 172 milímetros, mas, na última medição, também divulgado nesta sexta-feira, já havia chovido no reservatório 228 milímetros. Já o volume total de armazenamento do Spat, até ontem, era de 91,3%, segundo dados da Sabesp.
* Texto supervisionado pelo editor.