A procura por salas adaptadas para deficientes visuais nas bibliotecas da região continua baixa. Nas unidades instaladas em Arujá, Ferraz de Vasconcelos e Suzano, alguns problemas como a falta de profissionais para ajudar os leitores a manusear os aparelhos podem estar interferindo diretamente na procura pelo espaço.
A Biblioteca Municipal Alda Martins Soncini, localizada em Arujá, deu início aos cadastros dos deficientes visuais no mês passado e permanece com o período de inscrições abertas por tempo indeterminado. Segundo a escriturária Maria da Pena, de 63 anos, que trabalha no local, poucas pessoas se inscreveram para usar os equipamentos e a procura também caiu bastante. O motivo do declínio se dá pelo fato de que a maioria das pessoas não sabe como usar o programa MVD, utilizado para transmitir, via voz, o que está sendo feito no computador.
A biblioteca também não possui um orientador para ensinar os deficientes visuais sobre o modo de uso, então eles esperam por algum voluntário que se prontifique a ajudar. No entanto, o local possui toda a acessibilidade no entorno e dentro da unidade para facilitar a locomoção dos deficientes visuais.
Já a Biblioteca José Andrade, que fica em Ferraz e também conta com acessibilidade necessária, possui uma sala adaptada desde março do ano passado, e, segundo a equipe que trabalha no estabelecimento, durante todo o ano as pessoas podem fazer visitas sem precisar de um cadastro específico. Os computadores também têm sistemas exclusivos para os deficientes visuais, tanto de voz quanto de ampliação visual (para quem tem baixa visão). O bibliotecário Marcelo Silva, 56, contou que a procura ainda é pequena e nos últimos seis meses eles receberam apenas quatro pessoas. Para tentar reverter a situação, eles sempre fazem publicações convidando pessoas a visitar.
Na biblioteca de Suzano a situação não é diferente. A frequência de usuários com deficiência visual é muito pequena e o cadastro permanece com inscrições abertas durante todo o ano.
*Texto supervisionado pelo editor.