A construção da travessia que ligará as ruas Brincos de Princesa e Moacir Rodrigues Lopes, criando uma alternativa entre a rua Jardelina de Almeida Lopes (Parque Santana) e avenida Pedro Machado (Mogi Moderno), teve o início oficial decretado na manhã de ontem com a assinatura simbólica do prefeito de Mogi das Cruzes, Marcus Melo (PSDB), e de outros representantes que estiveram engajados no pleito. A obra deve ser entregue até o final de maio e conta com investimentos de R$ 302 mil.
A via, uma demanda de 2008 da população, beneficiará as áreas de mobilidade urbana, drenagem e segurança. Isso porque, segundo alguns moradores, frequentemente ocorriam crimes em um dos lados do córrego e, sendo perseguidos pelas autoridades de segurança, corriam pela passarela (onde hoje carros não passam) e conseguiam despistar a polícia.
De acordo com o vereador Protássio Ribeiro Nogueira (PSD), que em 2007 começou os trabalhos para a realização da travessia, existem pontos de interesse em ambos os lados do córrego, como escolas, o posto de saúde, a creche, o que torna a obra importante. "Em 2008, conseguimos a instalação da primeira travessia para pedestres, ciclistas e motociclistas. Hoje (ontem), temos a certeza de que essa passagem vai facilitar o deslocamento das pessoas".
O prefeito Marcus Melo também sinalizou no mesmo sentido do vereador Protássio Nogueira e completou afirmando que era cobrado pelos vereadores e pela população para que a via saísse do papel. "O nosso desejo é o mesmo, melhorar o dia a dia da população, e com certeza essa obra vai ajudar nesta tarefa". O chefe do executivo afirmou ainda que parte do material que será utilizado para a construção da passagem já era de domínio da prefeitura em outra obra, que não foi realizada, e, com isso, os produtos estão sendo reaproveitados.
Por esse motivo, a obra não teve grandes gastos por parte da prefeitura. De acordo com o secretário de Obras do município, Walter Zago Ujvari, o investimento está na casa dos R$ 302 mil. O secretário não vê grandes dificuldades que possam aparecer pelo caminho, mas afirmou que as chuvas podem atrasar os trabalhos. "Como trabalhamos na beira de um córrego, essas questões devem ser consideradas, mas se não chover tanto, a obra será concluída no prazo", completou o secretário.
Quem também esteve na assinatura do começo das obras foi o vice-prefeito Juliano Abe (MDB). Ele relembrou que grande parte do atraso para o início dos trabalhos se deu pela demora da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). "Estamos tentando viabilizar esse projeto há anos, mas a demanda ficou travada, esperando a liberação".
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