Representantes da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo (MP) se reuniram na manhã de ontem para analisar as provas colhidas durante a ação de busca e apreensão na residência do adolescente de 17 anos suspeito de participação no planejamento do ataque a tiros em Suzano. As diligências foram realizadas na sexta-feira passada.
No mesmo dia, o rapaz foi ouvido pelo promotor responsável pelo caso, Rafael do Val, no Fórum de Suzano, onde prestou depoimento acompanhado da mãe por mais de duas horas. O adolescente negou envolvimento no crime e foi liberado em seguida.
No encontro de ontem, os investigadores apresentaram provas colhidas em documentos e aparelhos eletrônicos levados da casa do adolescente. A Polícia Civil e o Ministério Público não puderam comentar sobre as provas por estarem sob segredo de justiça.
O Ministério Público paulista deverá se posicionar nos próximos dias pelo envio ou não de uma representação contra o adolescente pelo planejamento do crime. Após o depoimento da sexta, o promotor Rafael do Val havia afirmado que até então não foram apresentadas provas suficientes para a internação do rapaz em uma unidade da Fundação Casa.
O atendado que vitimou dez pessoas, entre elas os atiradores Guilherme Taucci Monteito, de 17 anos, e Luiz Henrique Castro, de 25, ocorreu na quarta-feira passada na Escola Estadual Raul Brasil.