A demora na licitação para a aquisição dos equipamentos tecnológicos do Museu Virtual da Educação (Muve), em Mogi das Cruzes, deverá atrasar a entrega da unidade. O prazo estava prometido para o aniversário de 459 anos da cidade, comemorado no dia 1º de setembro. Segundo informado ontem pela assessoria, ainda será preciso realizar três licitações dos equipamentos eletrônicos, o que vai comprometer a data de entrega do museu, pois interfere diretamente na escolha da empresa que irá instalar essas estruturas.
Ainda segundo a assessoria, se as instalações ocorrerem como o planejado, o prazo se mantém. No entanto, "caso ocorram imprevistos durante o processo licitatório, esse prazo terá de ser dilatado".
O investimento total será de R$ 2,5 milhões, sendo
R$ 1,6 milhão para toda a parte referente ao conjunto de equipamentos. Para a instalação das estruturas eletrônicas, o investimento será de R$ 800 mil.
A visita do secretário de Estado da Justiça e Cidadania, Paulo Dimas, ao Muve, aconteceria na sexta-feira da semana passada, mas foi desmarcada. De acordo com a pasta, ainda não há data prevista para que ela ocorra, mas continua na agenda do dirigente.
O museu
O casarão neoclássico da rua Coronel Souza Franco, onde será instalado o Muve, foi desapropriado pela Prefeitura de Mogi das Cruzes em 2011. Posteriormente, o local passou por diversas ações realizadas pela administração municipal, como obras emergenciais para impedir desmoronamento, contratação de um estúdio especializado em conservação e restauro para elaboração de estudo técnico apontando os itens a serem recuperados no imóvel e, na sequência, o início do processo de restauro do prédio, que foi concluído em 2018.
O Muve será um centro de educação patrimonial dotado de recursos tecnológicos de última geração, com o objetivo de propagar de forma interativa a história de Mogi das Cruzes. As salas da instalação terão recursos com projeções de luz, painéis interativos e monitores touch screen.
O público-alvo do museu virtual será alunos, profissionais da Educação e toda população interessada em conhecer a história da cidade. Cada sala do Muve terá um tema específico e até que o projeto se conclua os visitantes podem conhecer o que os locais irão oferecer com os painéis informativos já instalados.
"Quando falamos da parte de tecnologia, não é só a compra do computador, mas também de um projetor adequado, pois as salas são pequenas e precisam de uma grande lente angular. Nele ficarão as informações, as programações que serão feitas por um designer gráfico criando algo lúdico embasado nas pesquisas que serão feitas no Arquivo Histórico", explicou o secretário municipal de Cultura, Mateus Sartori.
* Texto supervisionado pelo editor.