O secretário de Estado de Infraestrutura e Meio Ambiente, Marcos Penido, afirmou ontem que uma das prioridades da pasta é o desassoreamento de rios e córregos na região com o objetivo de minimizar os problemas de alagamento provocados pelas fortes chuvas registradas na última semana. A confirmação foi dada durante reunião realizada no Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) no período da manhã.
Na ocasião, o grupo de prefeitos apresentou um pacote com nove demandas que podem auxiliar na questão, como esclarecimentos sobre a operação das barragens do Sistema Alto Tietê (Spat) e a articulação de planos de contingência; um plano de comunicação do Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee) e Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Sabesp) com os municípios; plano de desassoreamento dos rios e ações para ajudar no combate às enchentes.
De acordo com Penido, o encontro serviu para entender os problemas e discutir as melhores formas para colocar ações em prática. No entanto, nenhuma ação concreta está programada. "As chuvas foram muito fortes na região, que é uma área abastecida por bastante água e no momento de cheia gera problemas e transtornos, então é preciso conhecer os problemas, comunicar melhor e entender para agir de forma objetiva e preventiva", explicou o dirigente.
Uma ação que acabou gerando conflitos foi a falta de comunicação dos órgãos responsáveis pelas represas com as prefeituras e população, causando o medo das represas, eventualmente, "estourarem". "O tema comunicação é muito importante, precisamos comunicar e explicar o que está acontecendo, infelizmente pessoas mal intencionadas no momento de desespero querem aumentar o problema ou se vangloriar dizendo que vai acontecer uma tragédia, quando a represa chegou no limite de reservação dela, ou seja, está cumprindo o papel dela de segurar, de reter, mas chegou no máximo começa a extravasar. Infelizmente, na comunicação ficou que as comportas iriam abrir e a água iria para cima das pessoas", disse Penido.
A situação foi ressaltada pelo prefeito de Mogi das Cruzes, Marcus Melo (PSDB). "Estamos passando por um momento difícil por conta do excesso de chuvas, estamos em estado de atenção com as represas de Taiaçupeba e do rio Jundiaí. Esse diálogo é muito importante, é preciso a melhoria na comunicação, fomos pegos de surpresa com a elevação do nível dos rios, que chegou a atingir residências", esclareceu Melo. Na semana passada, o chefe do Executivo mogiano chegou a criticar a falta de comunicação do Daee.
Desassoreamento
O desassoreamento dos rios e córregos da região é uma demanda sempre discutida, bem como a regularização fundiária, o que não foi diferente ontem. Dentre as prioridades solicitadas, está um plano para o desassoreamento dos rios. "O Daee já está fazendo um estudo na região de Suzano e Mogi. De forma particular, em Suzano, estão vendo os rios Taiaçupeba Mirim, Guaió, Tietê e Jaguari, que são importantes na cidade", revelou o presidente do Condemat, o prefeito de Suzano, Rodrigo Ashiuchi (PR).