Além do importante benefício aos alunos, o cardápio especial nas escolas municipais voltado a quem sofre algum tipo de intolerância alimentar, ou simplesmente a quem não tem o hábito de ingerir determinados alimentos, deixa as mães despreocupadas em relação à qualidade das refeições dos filhos no dia a dia.
É o caso da Eliene dos Santos, de 30 anos, operadora de caixa, que descobriu, no início deste ano, que a filha, Letícia da Silva, sofre de pancreatite aguda. Após um episódio de ataque da gastrite, ela precisou ser internada três vezes, até que o problema fosse diagnosticado. A partir de então, uma dieta precisou ser seguida rigorosamente, inclusive na Escola Municipal Maria Colomba Colella Rodrigues, na Vila Natal, onde ela estuda. "As merendas ajudaram minha filha a não sentir dores fortes e constantes no estômago. A criação do cardápio especial substitui os alimentos que ela não pode comer. Agora eu não tenho mais medo da minha filha estar se alimentando mal, mesmo fora de casa", contou.
Já a merendeira Ana Paula, de 36 anos, é mãe da Rafaela Veronico, 9. Ela estuda na Escola Municipal Benedito Ferreira Lopes, na Vila Lavínia e, em 2017, iniciou a reeducação alimentar para perder peso. Ana Paula contou que, no início, teve muita dificuldade com a organização dos horários das refeições da filha, porém, com a ajuda da nutricionista, os intervalos entre as refeições foram adequados. "Me sinto muito satisfeita com a ação da escola e despreocupada, pois sei que na escola ela também está seguindo uma boa alimentação", contou a mãe.
Segundo ela, além do cardápio especial ajudar na perda do sobrepeso da filha, ele também mantém uma alimentação saudável diariamente. (T.M.)