O nível das barragens do Sistema Produtor do Alto Tietê (SPAT) continua a crescer neste começo de mês. Atualmente com 75,2% da capacidade total de água represada, a média entre as cinco represas localizadas na região vem crescendo desde o começo de fevereiro, quando no dia 3 do mês passado, apresentava um volume médio de 52,7%. Aos poucos, o volume foi aumentando e em todos os dias registrou-se um aumento no volume de água.
Se até 2015 a preocupação era com a falta e o racionamento de água, hoje é com o excesso em determinadas barragens. Na represa Jundiaí o volume registrado ontem era de 92,3%, chegando quase ao limite máximo. Desde o dia 28 do mês passado (89,7%), o nível de água continua a subir. Outra que deixa a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), responsável pelas represas, em alerta, é a represa de Taiaçupeba, que está com 82,5%. 
Na sequência vem as represas de Paraitinga (76%), Ponte Nova (69,6%) e por último a de Biritiba (65,8%). Isso significa que todas as barragens do Alto Tietê estão acima dos 65% do acumulado de água.
Porém, mesmo com esse panorama de crescimento do volume percentual das represas do Alto Tietê, o SPAT está longe de ser o conglomerado que mais preocupa dentre as do Estado de São Paulo. A represa de Ribeirão do Carmo está operando com 102, 2%. A barreira dos 100% foi ultrapassada também pela represa Cachoeira do França, que até ontem estava com 100,2% da capacidade.
Salesópolis
Nos primeiros dez dias de fiscalização em usinas hidrelétricas, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) não identificou anomalias que possam afetar a segurança das barragens vistoriadas; incluindo a Usina Geradora de Energia de Salesópolis.
A força-tarefa irá fiscalizar, in loco, até maio, as barragens de 142 usinas hidrelétricas em 18 Estados do país. A operação continuará ainda entre maio e dezembro, para totalizar 335 empreendimentos fiscalizados em 2019.
O relatório completo com os resultados da inspeção será divulgado pela agência após o mês de maio. (F.A.)