A procura pela vacina contra o HPV tem sido baixa nas unidades de saúde da região. Segundo informações das secretarias de saúde dos municípios, são realizadas ações de incentivo e orientação, a fim de aumentar o número de crianças e adolescentes imunizados.
Um exemplo é Itaquaquecetuba, que imunizou apenas 5,2 mil dos mais de 20 mil jovens incluídos na faixa etária indicada para vacinação. Já em Santa Isabel, 763 jovens tomaram a primeira dose da vacina, mas apenas 675 retornaram para a segunda dose obrigatória. 
Em Suzano, a secretaria informou que aproximadamente 30 mil crianças, entre meninos e meninas, fazem parte do grupo que deve ser imunizado em 2019. A expectativa da cidade é de que mais pessoas sejam vacinadas, superando as 7,4 mil doses aplicadas ano passado. Ainda segundo a pasta, a divulgação nas mídias sobre a proteção contra o vírus do HPV foi intensificada no município.
Poá imunizou 2,5 mil jovens em 2018, mas ainda não há uma estimativa de quantas doses devem ser aplicadas neste ano.
Segundo dados da Secretaria de Saúde de Guararema, a procura pela vacina no período de férias é baixa, mas, no ano passado, 305 jovens foram protegidos. Já neste ano, é esperado que 2,3 mil crianças e adolescentes sejam imunizados. O município realiza divulgações locais e trabalhos de sensibilização em escolas.
Arujá não divulgou os dados a respeito da proteção contra o HPV, mas informou que também realiza serviços de orientação nas redes de ensino.
Em entrevista ao Grupo Mogi News, o ginecologista Moisés Komatsu falou sobre a importância da vacina. "Ela elimina a causa principal do câncer de colo do útero, que é a infecção pelo vírus HPV. Se você tem uma imunidade adequada, que evite a ocorrência do vírus, a doença não vai se desenvolver", alerta o especialista.
O médico ainda falou sobre a baixa procura pela imunização, e o tabu social a respeito do assunto. "Você não vê muitas campanhas na própria mídia, e há todo um mito de que tomar vacina pode fazer mal, por exemplo. Além disso, por se tratar de uma doença sexualmente transmissível, os pais ficam receosos para vacinar os filhos. Mas tudo isso se deve à falta de informação, uma educação sexual limitada", apontou.
Devem ser imunizados meninas de nove a 14 anos, e meninos de 11 a 14 anos. Segundo as secretarias, as vacinas estão disponíveis em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS's), dos municípios, e para quem deseja se proteger, basta procurar a unidade mais próxima. 
*Texto supervisionado pelo editor.