A Prefeitura de Suzano vai entrar com uma Ação Civil Pública na Justiça contra a empresa Midas Incorporadora para tentar reparar todos os danos causados aos 600 candidatos que realizaram exames médicos para uma suposta contratação de mão de obra para os Estados Unidos e Portugal. A administração municipal ainda informou que registrou um boletim de ocorrência sobre o caso e irá oferecer orientação e respaldo para aqueles candidatos que foram lesados. As vagas de trabalho foram oferecidas no Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT), no inicio de janeiro.
O suposto golpe já é alvo de inquérito policial civil. Um dos responsáveis pela empresa, identificado como Willian da Silva Hardman, foi preso anteontem, no bairro de Santo Amaro, na zona sul da capital. Hardman e os demais representantes estão sendo investigados por estelionato.
Os candidatos que sofreram com o golpe devem comparecer ao Centro Unificado de Serviços (Centrus), localizado na avenida Paulo Portela, número 210, na região central, para atendimento com RG, CPF e comprovante de pagamento à empresa. Para mais informações, as vítimas podem entrar em contato com o poder público pelos telefones 4742-7107, 97513-4741 ou pelo endereço de e-mail
[email protected].
O homem preso estava realizando processos seletivos na cidade de Suzano e prometia empregar 600 candidatos a cargos de serviços gerais no exterior. Questionado na semana passada pela reportagem em relação à demora na contratação, Hardman afirmou que os candidatos deveriam "manter a calma, pois os procedimentos de visto de trabalho para o exterior eram complicados e burocráticos".
Já na segunda-feira, após receber denúncia, a Polícia Militar encontrou mais de R$ 15 mil em um agência de empregos falsa, localizada em Santo Amaro. A informação era de que uma agência de empregos, que recrutava pessoas por meio de redes sociais e solicitava para que os candidatos comparecessem ao endereço indicado para realizar o pagamento da taxa de R$180, que seria usada para realização de exames, estava aplicando golpe.
No local foram encontrados cerca de 140 pessoas esperando para realizar os pagamentos e mais de 90 que aguardavam os supostos exames. Além do dinheiro, a polícia apreendeu diversos documentos e fichas de avaliação psicológica. Hardman já possui passagem pela polícia e tinha um mandado de prisão expedido pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte por estelionato. Os funcionários e vítimas foram levados à delegacia para prestar depoimentos.
*Texto supervisionado pelo editor.