As pessoas que transitam pela estação Mogi das Cruzes da Linha 11 - Coral (Luz-Estudantes) e utilizam diariamente o serviço ferroviário aprovaram as obras de acessibilidade realizadas no local e que foram entregues ontem. Ainda assim, algumas reclamações continuam, como a necessidade da implantação de uma passarela para a travessia pela linha do trem na saída da estação, novos guichês de bilheteria e até mesmo a modernização da fachada do local.
A reportagem do Mogi News esteve na estação central de Mogi para ouvir a avaliação de alguns passageiros. A dona de casa Patrícia Toliliakov, de 25 anos, estava com o filho, que faz acompanhamento pela Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD). "Eu gostei das rampas de acesso, só acho que poderiam ser mais práticas, direto na calçada, não dar toda essa volta. Mas em comparação ao que era antes, melhorou muito".
Quem também citou a falta de praticidade da rampa de acesso foi a segurança Silvia Regina Raymundo, 42, que mora em São Mateus, mas vem para Mogi visitar o pai. "As coisas estão evoluindo, melhorando. Apesar das reformas, eles ainda deviam colocar mais rampas e de uma forma mais efetiva".
Outra dificuldade apontada por quem passa pelo local é a travessia pela linha do trem. A cancela fica ao lado da estação, e a principal reclamação é sobre a demora para o trem passar. "Poderia ser feita uma passarela, a gente perde muito tempo aqui. Fora a questão climática, quando está muito sol ou com muita chuva", contou a estudante Stela Oliveira, 20.
Para a cozinheira Laudiceia da Silva, 54, caso seja construída uma passarela, a acessibilidade tem que ser a prioridade. "Não adianta ter uma passagem, se nem todos puderam usá-la. Tem que ser feita com qualidade, para que os idosos e as pessoas que utilizam cadeira de rodas também possam passar com tranquilidade", explicou. 
A construção de novas bilheterias e uma revitalização na parte estética da estação foi citada pelo estudante Wiliam Silva, 23. "Eu acho aqui muito bom, mas poderiam ter mais cabines para a venda de bilhetes. Fora a parte de fora, podia ser melhor cuidado, receber uma pintura, algo mais moderno", concluiu.
Em contato com a CPTM, a assessoria esclareceu os pontos levantados pelos entrevistados. Sobre o formato da rampa de acessibilidade, ela foi construída de acordo com os estudos técnicos e as normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), respeitando as devidas exigências.
Em relação às bilheterias, está em estudo a implantação do pagamento digital para oferecer outras opções de compra aos passageiros. Além disso, a falta de moedas para troco (com a tarifa de R$ 4,30) está interferindo no fluxo do atendimento na bilheteria atualmente, gerando mais filas.
Quanto à estrutura da estação central, em especial, a área externa, também passará por reformas. A CPTM está desenvolvendo um projeto de modernização para o local.
*Texto supervisionado pelo editor