O julgamento da prefeita de Santa Isabel, Fábia da Silva Porto (PRB), será realizado até a segunda semana de maio. O prazo para a realização da audiência, de acordo com o trâmite do processo, é de 90 dias, contando a partir de fevereiro. A chefe do Executivo - em exercício - está sendo acusada de enriquecimento ilegal e improbidade administrativa, que teria ocorrido entre a eleição e a posse da prefeita.
A declaração de bens, feita em fevereiro de 2018, já foi investigada por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). A CPI apurou se houve irregularidade em uma compra de um imóvel no valor de R$ 1,3 milhão.
O pedido do Ministério Público (MP) foi baseado na investigação de repasses que teriam sido feitos por uma empresa de transporte que atuava na cidade para o pagamento de parcelas de uma casa. A solicitação do MP foi acatada pela 2ª Vara Cível de Santa Isabel.
Em janeiro, de acordo com a Casa de Leis, foi realizada a primeira reunião da Comissão Processante (CP), responsável por julgar a prefeita. Além do presidente da Casa, Luiz Carlos Alves Dias (PR), o Luizão Arquiteto, fazem parte dessa CP os vereadores Edson Roberto A. Fonte (PHS), o Edson Oh Glória, Márcio Pinha (PSC), o doutor Márcio e Neurisvan Lúcio Azevedo (PMDB), o Van do Negavan.
O relatório, lido no dia 21 de novembro no Legislativo, apontou indícios de falsidade ideológica, crime de responsabilidade e de lavagem de dinheiro e improbidade administrativa.
Na época, Fábia chegou a ser afastada do cargo, mas a chefe do gabinete conseguiu reverter a situação por meio de uma liminar. O vice-prefeito, Carlos Chinchilla (PTB), chegou a assinar o termo de posse na câmara, ocupando o cargo por menos de sete horas.
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