A hidratação das crianças deve ser uma das preocupações dos pais e familiares neste período de altas temperaturas. A recomendação é do diretor técnico do Hospital Municipal de Mogi das Cruzes, o pediatra Henrique Naufel. Em janeiro, o Pronto-Atendimento pediátrico da unidade manteve a média anual, com 4.855 pacientes.
Para Naufel, que também é coordenador do curso de Medicina da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) desde dezembro de 2011, o maior impacto das temperaturas elevadas sobre o organismo é a perda de líquidos. "O cuidado maior a ser observado é a hidratação frequente. Ingestão de líquidos é primordial. Água e sucos de frutas naturais, são os principais e devem ser administrados durante todo dia", orienta.
O especialista ainda alerta sobre os cuidados com a exposição solar e a ingestão de alimentos perecíveis no verão. Segundo ele, há maior incidência de insolação e doenças gastrointestinais, como vômitos, diarreia e, consequentemente, a desidratação. Como prevenção, a hidratação deve ser frequente, é recomendado a ingestão de alimentos leves, como frutas e verduras muito bem lavados, além de evitar a exposição solar excessiva, principalmente nos horários mais quentes do dia.
Sobre os protetores solares, o pediatra reforça que devem ser utilizados apenas em crianças com mais de seis meses, assim como repelentes de mosquitos. "O uso de protetor solar evita apenas as queimaduras de pele, mas não a perda de água pelo corpo. Então, a ingestão de líquidos não deve ser esquecida", ressalta.
Diferente do inverno, quando a demanda é crescente nas unidades de saúde, no verão o número de atendimentos se mantém na média anual, de acordo com o diretor técnico do Hospital Municipal. Em janeiro, foram realizados na unidade 4.855 atendimentos pediátricos. "As famílias procuram o lazer mais ao ar livre. Habitualmente, os pais buscam usufruir de suas férias coincidentemente com as dos filhos. A somatória destes fatores faz com que o número de atendimento se mantenha da média para menor", explica.
Com a volta às aulas, a atenção deve ser voltada aos problemas respiratórios. "A necessidade de as crianças estarem em sala faz com que as doenças respiratórias tomem o lugar das gastrointestinais, pois a transmissão dessas doenças se dá de pessoa para pessoa", conclui Naufel.