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Uma forte chuva atingiu Mogi das Cruzes na tarde de ontem, causando alagamentos em diferentes regiões da cidade, como no distrito de Jundiapeba e no centro. Segundo o Climatempo, a previsão é de pancadas de chuva à tarde e à noite de hoje. A previsão para o dia era de 5 mm de chuva, no entanto, conforme dados preliminares, o volume de água que atingiu principalmente a região central foi oito vezes maior. O último temporal ocorreu na semana passada. A cidade registrou entre a tarde de sexta-feira e a manhã de sábado 47,2 mm, o esperado para cinco dias.
Nas redes sociais, moradores divulgaram ontem fotos de ruas tomadas pelas águas em pontos como a rua Dr. Deodato Wertheimer, na altura da Padaria Santa Rita, no Mogi Moderno, e também na rua Ipiranga e na Tenente Manoel Alves dos Anjos, no centro. Um morador da rua Dolores de Aquino, em Jundiapeba, que preferiu não se identificar, entrou em contato com a reportagem e informou que o problema se repete há 40 anos.
Alertas da Defesa Civil do Estado informavam sobre a chuva intensa na cidade, em Santa Isabel, Guararema e na Zona Leste da capital. O temporal também afetou o transporte público. Os trens da Linha 11- Coral da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) estavam circulando na tarde de ontem com intervalos maiores entre as estações Estudantes e Guaianases, devido a alagamentos.
Segundo a Secretaria Municipal de Segurança de Mogi, a forte tempestade em curto espaço de tempo não estava prevista pelos sistemas de meteorologia. O piscinão atingiu sua capacidade máxima de armazenamento e, de acordo com a pasta, evitou prejuízos maiores.
Com a intensidade de água, foram registrados pontos de alagamento devido ao grande volume de chuvas na região central, principalmente na avenida Voluntário Fernando Pinheiro Franco e praça da Bandeira; na Vila Rubens (avenida Governador Adhemar de Barros) e na região do Mogilar.
O túnel sentido bairro/centro do Complexo Viário Jornalista Tirreno Da San Biagio registrou acúmulo de água devido a uma das bombas que desarmou com a tempestade. Com a diminuição da chuva, a água escoou e o trânsito foi liberado.
O piscinão do Parque Santana chegou a oito metros, seu limite máximo. Isso equivale dizer que 90 milhões de litros de água deixaram de ir para a região central e bairros à jusante do Ribeirão Ipiranga, minimizando o impacto da chuva.
Além disso, foram registradas quedas de árvores na região central, Vila Oliveira, Jardim Camila e Rio Acima. Nestes locais, o trabalho de retirada das árvores foi feito pela empresa EDP Bandeirante, Secretaria de Serviços Urbanos e Corpo de Bombeiros.
Uma destas árvores, localizada no cruzamento das ruas Otto Unger e Dom Antonio Cândido de Alvarenga, próximo à escola Senai, interrompeu o fornecimento de energia elétrica para parte da região central e do Centro Cívico, atingindo a prefeitura. Com isso, alguns atendimentos telefônicos, como o 153 e 156, foram prejudicados.
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