A Secretaria Municipal de Cultura vai mudar de endereço. O  contrato de locação está assinado e a pasta deve sair da Pinacoteca para o número 791 da rua Coronel Souza Franco até o dia 20 de janeiro. "Vamos estar no térreo agora, o que facilita a acessibilidade e conseguiremos concentrar as equipes de Cultura e Turismo no mesmo espaço", explicou o secretário de Cultura e Turismo, Mateus Sartori.
Em março estão previstas inaugurações de novos espaços. Na Pinacoteca, a sala que deixará de ser ocupada pela Secretaria será dedicada ao pintor chinês Chang Bai Chien, que morou por 20 anos em Taiaçupeba e completaria 120 anos em 2019. Já no Casarão do Carmo, as duas salas do Turismo devem ser usadas para ampliar o Museu Histórico e Pedagógico Visconde de Mauá.
A Secretaria de Cultura busca, junto à Unesco, o reconhecimento como cidade criativa da música. Para isso, investe nas duas salas do Casarão, que começaram a ser montadas no ano passado com a consultoria de uma equipe de São Paulo. "As salas serão 'Mogi da Música' para contar toda a trajetória da música na cidade desde a primeira partitura, os grupos de congada, até os dias atuais", revelou Sartori. Outros equipamentos devem receber melhorias como o Ciarte, que terá um teatro com 300 lugares. 
Para o secretário, um dos principais avanços culturais deste ano foi a realização do 1º Seminário de Gestores e Agentes Culturais, em setembro, dentro da programação de aniversário da cidade, com apoio do Serviço Social do Comércio (Sesc). O evento começou a ser pensado em 2017. "Conseguimos viabilizá-lo no período de aniversário da cidade. Foram três dias com capacitação e palestras. No ano que vem vamos tentar fazê-lo ainda maior, quem sabe com nomes internacionais", ressaltou. O período de três dias deve ser mantido, porém, a partir de uma pesquisa com os participantes, foi definido que o melhor mês para a próxima edição seria agosto. 
Destaques
A continuidade do programa Diálogo Aberto, que faz uma ouvidoria das ações antes que elas sejam efetivadas, também foi destacada pelo secretário, assim como o Programa Municipal de Fomento à Arte e Cultura (Profac) que beneficiou neste ano três territórios culturais: o Galpão Arthur Netto, Casarão da Mariquinha e a Escola de Artes AJPS, com R$ 50 mil cada. A demanda por uma lei de incentivo e fomento, de acordo com Sartori, existe desde 2006. "São mais de 12 anos, quando eu era vice-presidente do Conselho de Cultura já discutíamos coisas que estamos conseguindo viabilizar agora", contou.
A Secretaria deve publicar, nos próximos dias, um novo edital para o Estúdio Municipal de Áudio e Música (Emam). Em três anos, celebrados em setembro, já foram produzidos 50 CDs, o mais recente deles de Sambas Enredos de 2019. "Abrimos oportunidades para outras pessoas. Produzir 22 discos por ano poucos estúdios conseguem", finalizou.