Um dos critérios estabelecidos no decreto assinado ontem pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) leva em conta cidades onde a taxa de homicídio por 100 mil habitantes é maior do que dez. No Alto Tietê, apenas Guararema e Salesópolis não entrariam na lista dos municípios onde a população pode ter agilidade no processo de posse de arma, de acordo com o "Atlas da Violência", produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), divulgado no ano passado. Os dados mais recentes são do ano de 2016, que indicam que em Guararema a taxa foi de 6,98 e em Salesópolis chegou a 5,95.
Poá foi o município que registrou a taxa mais alta da região, com 17,44. Em seguida, está Itaquaquecetuba, com a taxa de 17,10. Arujá registrou 12,91; Ferraz de Vasconcelos, 12,85, e Biritiba Mirim, 12,71. Já em Mogi das Cruzes, a taxa registrada foi de 10,02 mortes para cada 100 mil habitantes. Para se ter uma ideia, foram registrados no Brasil em 2016, 62.517 homicídios, segundo informações do Ministério da Saúde, o que equivale à taxa média de 30,3 mortes para cada 100 mil habitantes. Nos últimos dez anos, 553 mil pessoas morreram devido à violência intencional no país. (L.P.)