A atribuição de aulas neste ano teve um formato diferente, de acordo com a dirigente de ensino de Mogi das Cruzes, Araci Nunes Camargo. O modelo vai impedir que faltem professores para os alunos desde o primeiro dia de aula, amanhã. Segundo a diretora, já estão aprovados 400 contratos de professores temporários que podem ser usados, o que foi possível graças à suspensão da decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que proibia a contratação de novos profissionais.
De acordo com a dirigente, o corpo docente estará completo e com todas as aulas atribuídas. "Temos uma movimentação muito grande na secretaria, são muitos os professores que saem de licença e, portanto, teremos uma cota de contratação de eventuais para suprir isso. Não vai ocorrer o mesmo que o ano passado, quando faltaram professores", comentou.
Araci revelou que para a Diretoria de Ensino de Mogi já estão aprovados 400 contratos que podem ser usados. "Mas ainda não temos uma prévia de quantos serão necessários para preencher o quadro", completou. A regional atende também as cidades de Biritiba Mirim e Salesópolis.
Araci contou também que uma das metas para o ano letivo de 2019 é a melhoria nas avaliações do setor, como o Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (Idesp) e o Índice de Desenvolvimento de Educação Básica (Ideb). "Temos algumas ações para atingir essa meta. Uma delas é a formação do corpo docente e dos coordenadores de ensino; outra é uma ação de escuta dos alunos, pois é importante ouvir quais são as expectativas deles, o que ele esperam da formação", explicou.
Nos aspectos de melhorias para a Educação, Araci avaliou que a Diretoria de Ensino está com expectativas positivas sobre o novo governo estadual, pois para a dirigente, a nova gestão já mostrou empenho para as mudanças efetivas no ensino, como a possibilidade de contratar professores temporários. "A própria visão do secretário, o que ele propõe para a Educação de São Paulo, nós concordamos que precisamos focar na melhoria do ensino, nos rankings no Ideb e Idesp", completou.
A suspensão que impedia a contratação de professores foi promulgada no dia 12, por orientação do governador João Dória (PSDB). Com a medida, o ensino poderá voltar a contratar docentes temporários. De acordo com o secretário de Educação, Rossieli Soares, a partir de estudos realizados durante o período de transição, 60 mil alunos dos anos iniciais poderiam ficar sem aula desde o primeiro dia de aula, amanhã, caso a suspensão persistisse.
* Texto supervisionado pelo editor.