O ano mal começou, mas as compras de material escolar já estão movimentando as papelarias de Mogi das Cruzes. Apesar do aumento dos valores de alguns itens, em comparação com os do ano passado, os consumidores garantem que os itens estão acessíveis. A reportagem esteve na manhã de ontem nas ruas da cidade e acompanhou a busca dos pais pelo material dos filhos.
O aumento dos itens na papelaria do administrador Roberto Assi foi de 4%. No entanto, ele afirmou que os consumidores já estão comprando e as listas de materiais que as instituições de ensino pedem estão coerentes. "A procura está extensa e ainda não colocamos todos os produtos nas prateleiras. Na minha opinião, a lista das escolas está mais coerente, antes pediam itens como papel higiênico, agora estão mais corretas", contou. Por conta do movimento, Assi se tornou um aliado das redes sociais para realizar orçamento dos clientes. "Atendemos por e-mail e WhatsApp, e enviamos o orçamento dos itens solicitados. Os consumidores já têm confiança em nosso trabalho, então, no final só ajustamos alguns detalhes", disse.
Para o administrador, os pais devem ficar atentos aos produtos embalados, já que os valores são mais altos. "Os blistados (embalados) são mais caros do que os soltos, não compensa comprar aqueles kits de canetas embaladas, por exemplo, então procurem lojas que compram a granel, sai mais em conta", ressaltou.
A proprietária de outra papelaria, Ester Utsunomiya, também contou que a busca pelos materiais escolares já começou, motivo pelo qual o estabelecimento começa a encomendar os produtos no ano anterior. "Os produtos são importados, então, no segundo semestre de 2018, providenciamos os pedidos e adiantamos as compras, porque a busca é grande, e a mercadoria não pode faltar. Em outubro, já tinha pais fazendo as compras", revelou.
A mesma realidade é vivenciada na papelaria da Cristina Nishina. Além da antecipação das compras, o fato de os produtos serem importados fez com que o valor dos itens aumentasse em 7%. "Desde dezembro, alguns pais estavam fazendo a compra dos materiais, e há uma pequena diferença de preço, em torno de 7%, mas estão bem acessíveis", disse a proprietária.
Apesar da variedade de preços, há clientes que compram, todos os anos, nos mesmos locais, como é o caso da dentista Soraya Bueres Santani, de 42 anos. "Todos os anos vou na mesma loja, mesmo que eu não veja outros preços, eu compro de qualquer maneira. É sempre bom antecipar as compras porque depois o estabelecimento fica muito cheio". A professora Claudia Alves de Oliveira, 41, também preferiu adiantar a busca pelos materiais. "Sempre venho à papelaria, e como não tenho muito tempo, já comecei a comprar alguns itens", concluiu.
Dicas
De acordo com o especialista em Direito do Consumidor e do Fornecedor, Dori Boucault, os pais precisam ficar atentos em alguns aspectos na hora de realizar as compras. A primeira orientação é fazer uma pesquisa para saber quanto poderá gastar e comprar em locais com nota fiscal discriminada. Outra dica é sugerir para a escola a compra do material em duas etapas ou até mesmo se reunir com outros pais para conseguir descontos. "A escola não pode obrigar o local que deve comprar, e sim indicar. A lista tem que ser coerente e pedagógica para o aluno", orientou.