O Alto Tietê já contabiliza dez casos de suspeita de dengue nestes primeiros 16 dias de 2019. Em Guararema, até a última quarta-feira, foram seis casos notificados que ainda não foram atestado como positivos, mas que passarão por exames laboratoriais para uma possível confirmação. Outras duas suspeitas foram constadas pela Vigilância Epidemiológica de Poá, na qual também se aguardam os resultados. Em Suzano e Ferraz de Vasconcelos houve o registro de um caso de suspeita da doença.
Já em Mogi das Cruzes, Biritiba Mirim e Santa Isabel, nenhuma notificação de dengue em 2019 foi registrada. Também não há nenhum caso de chikungunya registrado no começo deste ano nestas na região, doença que é transmitida pelo mesmo mosquito da dengue, o Aedes aegypti.
Se em 2019 ainda não houve nenhuma confirmação da doença, ao longo de todo o ano passado foram 31 casos de dengue no Alto Tietê, o que representa, em média, 2,5 casos por mês. Só em Suzano, por exemplo, foram computados 15 casos, maior índice das cidades analisadas. Ainda sobre o ano passado, em Mogi, houve o registro de seis casos, e em Poá, três pessoas foram infectadas. Ferraz também relatou três casos da doença. Tanto em Guararema como em Santa Isabel, observou-se dois casos em cada município.
Poá merece destaque ao reduzir pela metade o número de notificações de pessoas com dengue no ano passado. Em 2017 foram 110 notificações, das quais sete se confirmaram. Já em 2018 foram apenas 55 notificações com três casos certificados, dos quais um contraiu na própria cidade e os outros dois foram importados. De acordo com as prefeituras destas cidades, são realizadas constantemente visitas aos domicílios em para tentar acabar com os criadouros do mosquito transmissor.
Informatizar para combater
Apesar dos índices de notificações de Guararema sem baixos, a prefeitura informou que realiza ações de combate ao Aedes aegypti em todos os meses do ano, visitando imóveis, pontos estratégicos, ações educativas em parceria com as escolas, passeatas e campanhas publicitárias. De acordo com a prefeitura, o município de Guararema é o único da Região Metropolitana de São Paulo que possui todas as atividades de combate ao Aedes informatizada, em que os agentes utilizam tablets com sistema operacional que registra as visitas casa a casa, por meio de georreferenciamento.
Já a vizinha Mogi das Cruzes, mantém o Núcleo de Prevenção e Controle das Arboviroses, que realiza um trabalho permanente de combate ao Aedes aegypti as doenças transmitidas pelo mosquito, como a febre amarela e a própria dengue.
*Texto supervisionado pelo editor.