A agricultura familiar representa, aproximadamente, 30% da produção total de Mogi das Cruzes. Além do mercado tradicional, como supermercados e feiras, os produtos são também destinados à merenda escolar, por meio de uma parceria com a prefeitura. Basicamente, 12 produtos são designados às escolas, entre folhosas e maçarias.
Em 2018, a cidade registrou um crescimento de 56% em relação ao ano anterior no volume dos produtos fornecidos para as escolas. No ano passado, foram 244 toneladas, número que superou as 156 toneladas distribuídas em 2017. As informações são da Secretaria de Agricultura de Mogi das Cruzes.
Segundo o secretário municipal da Agricultura, Renato Abdo, a parceria com a prefeitura é fundamental. "É um ganha ganha. Os agricultores têm um novo mercado, uma possibilidade de aumentar a renda e, em contrapartida, os alunos recebem alimentos de qualidade, frescos. Eles são colhidos praticamente no mesmo dia da entrega, o que também garante uma vida útil muito maior", explicou.
Para esse trabalho, os produtores recebem um treinamento de boas práticas e pela qualidade dos alimentos. "Eles são capacitados anualmente e recebem um certificado que os habilita a produzir e fornecer produtos destinados às merendas", contou o secretário.
O presidente do Sindicato Rural de Mogi, Minoru Mori, avalia a parceira entre famílias de agricultores e a prefeitura como algo positivo. "Com o contrato para o fornecimento de merenda, os produtores conseguem fazer um planejamento. A demanda é certa, então não há perda de produtos", estimou.
Cinturão verde
Mogi das Cruzes é considerado o cinturão verde da região. Para o secretário, apesar das dificuldades climáticas, toda a região do Alto Tietê tem mostrado evolução. "Mogi vem melhorando muito, buscando qualidade para que tenhamos recursos o ano todo. Nós temos uma atividade constante na renovação do uso da tecnologia, sempre aprendendo e estudando", contou.
Segundo Abdo, a produção no município tem sido semelhante nos últimos anos. "O que oscila é a questão das estações. Nós temos duas safras de verão, quando o volume de produção é maior, pois a perda de produtos é grande, e duas safras de inverno, quando acontece o oposto. Neste ano, o excesso de calor e temporais podem ocasionar perdas na lavoura, ou seja, o aumento do preço para o consumidor final. Ainda assim, com o novo governo e o recomeço das atividades econômicas na parte comercial, a expectativa do setor é positiva.
* Texto supervisionado pelo editor.